Fórum Alagoano de EJA – FAEJA


Alagoas – AL

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“Educação de jovens e adultos (EJA) é a modalidade de ensino nas etapas dos ensinos fundamental e médio da rede escolar pública brasileira e adotada por algumas redes particulares que recebe os jovens e adultos que não completaram os anos da educação básica em idade apropriada por qualquer motivo (entre os quais é frequente a menção da necessidade de trabalho e participação na renda familiar desde a infância). O programa é dividido em etapas, que abrange do ensino fundamental ao médio sendo que a EJA no ensino fundamental destina-se a jovens a partir de 15 anos e a do Ensino Médio, incluem alunos maiores de 18 anos, tendo o prazo máximo para conclusão de 2 anos para o fundamental, e de 18 meses para o médio. Além da modalidade presencial a EJA disponibiliza o curso online com certificado, possibilitando ao aluno estudar aonde estiver, e no horário mais adequado a sua rotina. […]” Recorte Wiki página “Educação de jovens e adultos (Brasil)”

O Repositório abarca material de apoio para processos de aprendizagem vinculados a modalidade de Educação de Jovens Adultos. Aqui encontrará referencias na integra em acesso aberto. É tudo seu.


Atualizações e notícias versão 1

MOÇÃO DE REPÚDIO AO RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS EM ALAGOAS   

Nós, enquanto coletivos envolvidos com a Educação no Estado de Alagoas, preocupados com o descontrole da pandemia do SARS COVID-19 no Brasil, em função dos erros graves na condução das políticas públicas neste período 2020/21, vimos, por meio desta moção de repúdio, nos posicionarmos contrários à volta às aulas presenciais em muitos municípios alagoanos neste momento em que a contaminação se acelera, o sistema de saúde entra em colapso e o país lidera dolorosas estatísticas de mortes no mundo.

O Brasil é o país que liderou o ranking mundial de mortes causadas pela pandemia do COVID-19 do mês de março de 2021, atingindo 58.924 mortes e, neste momento, responde por cerca de 33% dos óbitos do mundo, apesar de deter apenas 3% da população mundial.

Mesmo observando que o vírus não escolhe classe social, raça ou gênero, é notável que a maior parte das vítimas é de pessoas de baixa renda da classe trabalhadora pobre. A crise econômica que já estava instalada, somada à pandemia, está aumentando de forma considerável a perda de renda da classe trabalhadora, o desemprego, a recessão econômica, a insegurança alimentar e todos os indicadores de pobreza e miséria, ampliando as desigualdades sociais no nosso país, mais especificamente no Nordeste do Brasil.

A condução desastrosa das políticas públicas fez com que os governos não providenciassem a inclusão digital de estudantes e trabalhadores da educação para utilizar o modelo paliativo do ensino remoto, deixando à escola a responsabilidade de encontrar alternativas para situações estruturais, que ela não tem meios para resolver. Ainda assim, mesmo precarizada, a Educação Pública resiste.

Sem a tomada de decisões coerentes para controlar e conter a propagação do vírus, a população descobre, após meses de espera, que o Programa Nacional de Imunização não recebeu a atenção devida. Ressalta-se, portanto, que deveria haver uma média de 70% da população imunizada para podermos abrir escolas e demais instituições com maior margem de segurança.

Os prejuízos educacionais para nossos estudantes são grandes, entretanto, quando os municípios sinalizam a abertura das escolas públicas, põem em risco o bem maior – a vida de milhares de pessoas, diante do atual estágio de contaminação e descontrole da propagação do vírus. Compreende-se que os cortes de recursos para a Educação e a Saúde dificultam até mesmo a adaptação física das escolas, para aplicar medidas de afastamento social e higienização, que poderiam minimizar os riscos. Ressaltamos os exemplos de vários estados brasileiros e países que até tentaram o retorno das atividades escolares, mas logo recuaram ao constatarem o aumento de contaminação, mesmo com todos os protocolos instalados.

Diante desse fato, os coletivos listados abaixo repudiam totalmente a postura desses municípios de não priorizarem as vidas dos estudantes, docentes e demais profissionais das escolas, preferindo colocá-las em risco; considerando que os trabalhadores da educação, apesar de estarem na relação de prioridade da vacinação, ainda não foram contemplados, nem há calendário seguro de quando o serão. Observe-se que a escola é um local com população de várias faixas etárias e muitos estão classificados nos chamados “grupos de risco”. Acrescente-se que na atual fase da pandemia no país, mudou a faixa etária dos acometidos pela forma grave da doença, e pessoas mais jovens estão lotando UTIs.

Essa situação de insegurança é o que nos faz, enquanto coletivos comprometidos com a Educação de Alagoas, lutarmos em defesa da vida de crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de uma educação humanizadora, ética e responsável. Sendo assim, nos contrapomos à abertura de escolas para o ensino presencial e cobramos:

  1. Inclusão digital para os estudantes e profissionais da educação, fornecendo equipamentos e acesso à internet;
  2. Utilização da prerrogativa do Poder Público que concede os canais de rádio e Tv para estabelecer que as redes de comunicação cumpram os dispositivos legais e veiculem, sem custos para os entes públicos, programação fornecida pelo Estado e Municípios com o objetivo de fornecer material didático audiovisual aos estudantes das redes públicas de ensino; 
  3. Campanhas midiáticas educativas sobre os procedimentos corretos para enfrentamento da pandemia, de forma a esclarecer à população;
  4. Construção de plataforma pública, para uso das redes públicas de ensino de Alagoas, com suporte técnico e pedagógico às escolas e desenvolvimento de recursos com base nas tecnologias de informação;
  5. Testagem em massa e vacinação dos profissionais da educação para retorno às aulas presenciais.

Para educar, como nos ensina o educador e filósofo pernambucano Paulo Freire, precisamos de amorosidade, ética e diálogo, princípios que deveriam ser referências para quem visa o bem de toda pessoa humana e todo cidadão e cidadã desse país.

Por fim, compreendemos que é apenas através do que nos recomendam os cientistas, do respeito, da ética e da priorização de vidas, que podemos dialogar e ter uma educação mais humana e mais solidária na defesa da vida e não do mercado, do lucro e do conteudismo.

Desse modo, o direito ao acesso aos saberes é fundamental, porém, em nosso país, as diferenças entre as classes sociais (e seus alcances em relação aos níveis de ensino e suas conquistas) se distanciam cada vez mais, logo a classe menos favorecida — os trabalhadores pobres — sempre foram, na história do Brasil, tratados como sujeitos negados ao direito de maior relevância na emancipação humana, que é a educação. Só com uma educação humanizadora é que poderemos construir um país, um estado e um município mais tolerantes, democráticos e que respeitam as diversidades e
possibilidades humanas a FAVOR DA VIDA.

EM DEFESA DA VIDA!

VACINA PARA TODA A POPULAÇÃO PELO SUS!

Maceió, 13 de Abril de 2021.

Assinam este documento:

ASSOCIAÇÃO NACIONAL PELA FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA
EDUCAÇÃO – ANFOPE- ALAGOAS

ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS (ADUFAL),

CENTRO DE EDUCAÇÃO – UFAL (CEDU),

FÓRUM ALAGOANO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (FAEJA),

FÓRUM ALAGOANO DE DEFESA DA EDUCAÇÃO INFANTIL (FADEDI),

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO DE ALAGOAS (SINTEAL),

 FÓRUM ESTADUAL PERMANENTE DE EDUCAÇÃO DO CAMPO DE ALAGOAS.

Em anexo, a Carta de alerta dos cientistas aos gestores e
governantes brasileiros, que aqui trazemos na íntegra, na esperança de estimular a
reconsideração dos gestores municipais de Alagoas.

Excelentíssimos(as) Senhores e Senhoras Prefeitos(as),

Nós, organizações, pesquisadores e especialistas de Saúde Pública, Economia e Políticas Públicas, nos unimos, hoje, para recomendar a Vossas Excelências a adoção de medidas baseadas em evidências e estudos científicos que tem como objetivo reverter o cenário de calamidade que hoje acomete o país.

O referido conjunto de medidas, intitulado “Abril pela Vida”, postula a adoção imediata de 3 semanas de lockdown, que seriam responsáveis por salvar pelo menos 22 mil vidas, acompanhado de auxílio emergencial que seria capaz de neutralizar os efeitos econômicos negativos do lockdown.

1. Contexto

A pandemia de COVID-19 tem sido responsável por retirar, diariamente, a vida de milhares de brasileiros. Na última semana, atingimos a marca de 300,000 mortos. Além disso, a pandemia tem sido responsável por sobrecarregar o sistema de saúde, hoje incapaz de atender toda a demanda de pacientes com COVID-19, bem como de tratar outras patologias.

A pandemia tem sido responsável por dilapidar, igualmente, nossa já fragilizada economia, haja vista a longa duração da crise e a desconfiança econômica dela proveniente por parte de consumidores e investidores.

Estudos desenvolvidos pela Impulso Gov, organização brasileira de saúde pública, suprapartidária e sem fins lucrativos, apontam que o avanço da vacinação no país terá impactos positivos a partir do mês de maio, podendo reduzir à metade a média móvel de óbitos no país e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde2. Tal cenário se justifica pelas seguintes evidências:

  • Todas as vacinas testadas até agora mostraram alto potencial para prevenir hospitalização e morte.
  • Mais de 70% dos óbitos registrados no Brasil até aqui foram de pessoas acima de 60 anos.
  • O atual ritmo de produção nacional indica que teremos doses para vacinar quase todos os idosos (+60 anos) até o final de abril.

Todavia, para que esse cenário se torne realidade, é preciso reduzir a circulação do vírus de forma significativa e imediata. Caso contrário, podemos atingir a marca de 5 mil mortes diárias, conforme previsões de pesquisadores da Fiocruz; e podemos não ter leitos disponíveis, nem para pacientes com Covid-19 nem para aqueles com outras patologias, nas próximas semanas – cenário que infelizmente já é realidade em parte do país.

Nesse sentido, é fundamental que medidas de lockdown sejam adotadas, de forma coordenada pela União, Estados e Municípios brasileiros, pelas próximas 3 semanas com vistas a reduzir a circulação de pessoas e, assim, salvar vidas.

Estudos internacionais comprovam a eficácia da medida em 41 países, com efeito especialmente forte da redução de quaisquer aglomerações de mais de 10 pessoas; e recentemente observou-se a eficácia da medida também no Brasil. Após um mês de medidas restritivas, incluindo 10 dias de lockdown rígido como poucas vezes se viu no país, a cidade de Araraquara (SP) registrou, em 26 de março, o primeiro dia sem nenhuma morte causada por COVID-19, além de redução significativa no número de casos e da positividade dos testes.

2. Propostas

Apresentamos abaixo duas medidas emergenciais, parte da estratégia “Abril pela Vida”, com vistas a reverter o cenário atual de calamidade no país e salvar vidas.

Cientes de que as medidas de lockdown podem expor indivíduos em situação de vulnerabilidade ao risco econômico e reduzir a sua adesão às medidas, propomos soluções econômicas emergenciais que podem ser adotadas pelos três níveis de governo, com vistas a reduzir os impactos negativos que a menor circulação de pessoas pode ter sobre populações vulneráveis e, igualmente, sobre as economias locais.

a. Lockdown rígido em abril

  • Proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas, bem como quaisquer aglomerações de indivíduos que não residem juntos.
  • Toque de recolher das 20h às 6h.
  • Fechamento de bares, restaurantes e praias.
  • Medidas de redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos; transportes de trabalhadores dos serviços essenciais devem ser organizados pelas empresas, inclusive supermercados, farmácias e postos de gasolina.
  • Suspensão do funcionamento dos seguintes estabelecimentos: comércio atacadista, lojas de material de construção civil, casas de peças e oficinas de reparação de veículos automotores, comercialização de produtos e serviços de cuidados animais (permitido o funcionamento de clínicas médicas veterinárias e comercialização de alimentos), agências bancárias (permitindo o atendimento presencial para recebimento de benefícios) e instituições financeiras de fomento econômico, casas lotéricas; e atividade de pesca de lazer no mar (permitida a pesca comercial).
  • Adoção de trabalho remoto sempre que possível.
  • Instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, inclusive considerando fechamento de aeroportos e transporte interestadual.
  • Os hotéis e pousadas com capacidade de ocupação limitada a 30% dos quartos.
  • Ampliação de testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento de casos suspeitos e monitoramento dos contatos.

b. Auxílio emergencial de parcela única

  • Concessão de parcela única de auxílio emergencial, para indivíduos e micro e pequenas empresas.
  • O valor do benefício seria: – Para indivíduos, equivalente ao valor médio de uma cesta básica em cada estado. – Para micro e pequenas empresas, no valor de mil reais.
  • Critérios de elegibilidade: ̵ Indivíduos: maiores de idade, desempregados ou informais, que não recebem aposentadoria, Benefício de Prestação Continuada, Seguro Desemprego ou qualquer outro programa social (exceto Bolsa Família) e tem rendimento domiciliar per capita abaixo de meio salário mínimo. – Micro e pequenas empresas: para setores mais afetados pela pandemia (Alojamento, Alimentação e Atividades Artísticas, Criativas e de Espetáculos) para empresas do Simples Nacional e MEIs.
  • Estima-se que, considerando todos os estados brasileiros, seriam 67 milhões de indivíduos elegíveis e 3,3 milhões de estabelecimentos beneficiados; os números exatos por estado estão disponíveis sob demanda.
  • Seriam necessários cerca de R$ 36 bilhões para financiar o auxílio para indivíduos e R$ 3,3 bilhões para as pequenas e micro empresas. Este programa, que, além de permitir a adoção das medidas restritivas, teria o efeito de neutralizar as perdas geradas pelo lockdown; números por estado estão disponíveis sob demanda.

3. Resultados esperados

A adoção da estratégia “Abril pela Vida” permitirá aos Governos e Municípios observar os seguintes resultados:

1. Reduzir a média móvel de mortos pela metade, o que pode significar pelo menos 22 mil vidas salvas;

2. Dispor de leitos para tratamento de COVID-19 e de outras patologias;

3. Reduzir a probabilidade de surgimento de novas variantes, capazes de superar a imunidade gerada pelas vacinas já desenvolvidas, com consequências globais desastrosas;

4. Neutralização de perdas econômicas, em razão do auxílio emergencial.

Sem a adoção das medidas supracitadas, teremos pelo menos 22 mil mortes adicionais, e podemos nos deparar com o surgimento de novas variantes, além de acentuarmos a crise de saúde pública e falta de leitos de UTI. A inação, além de causar impactos severos sobre o nosso sistema de saúde, exigirá medidas restritivas por mais tempo, e trará impactos econômicos ainda mais severos. A redução prolongada da atividade econômica por mais de quatro meses poderá anular completamente as possibilidades de crescimento econômico previstas para 2021.

À luz do exposto, e haja vista a competência dos Governos Federal, Estadual e Municipal para adotarem medidas eficazes no combate à pandemia, recomendamos aos Municípios, Estados e à União que adotem as medidas supracitadas, em esforço coletivo e coordenado para reverter o avanço da pandemia de COVID-19 no Brasil, salvando milhares de vidas e socorrendo a economia brasileira.

Caso se faça necessário, estamos à disposição para esclarecer eventuais questionamentos de Vossas Excelências, compartilhar estudos técnicos e simulações que embasaram as propostas aqui presentes e apresentar possibilidades de financiamento do auxílio, além de apoiar, individualmente, os Estados e Municípios na adequação e implementação imediata das medidas propostas ao contexto local.

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Atualizações e notícias versão 1

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18º EPENN: Inovações, desafios e resultados

O 18º Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste (EPENN) tem como tema central a Política de Ciência e Tecnologia e Formação do Pesquisador em Educação. A escolha desse tema foi motivada pela necessidade de discutirmos questões relacionadas à formação do pesquisador em Educação, levando em conta o contexto atual, bem como a busca da melhoria na qualidade da Educação no País, e em particular das Regiões Norte e Nordeste. O EPENN é um dos encontros de pesquisa em Educação mais antigos do Brasil e o mais importante das regiões Norte e Nordeste na área. É qualificado no Qualis Eventos da CAPES como Nacional. Realiza-se desde os anos 70, congregando pesquisadores da área educacional e afins. É um encontro bianual, vinculado à Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e ao Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Educação do Norte e Nordeste (FORPRED-N/NE). O 18º EPENN foi organizado pelo Fórum de Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação do Norte e Nordeste, através do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em parceria com todos os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu das Regiões Norte e Nordeste UFAL, UFAM, UFBA, UFC, UFMA, UFPA, UFPB, UFPE, UFPI, UFRN, UFS, UEPA, UECE, UNEB. Para a sua realização contou o apoio de diversas instituições, dentre as quais CNPq, FAPEAL, CAPES, CEFET-AL, UNEAL, Colégio Marista de Maceió, Secretaria Municipal de Turismo de Maceió, Secretaria Municipal de Ação Cultural de Maceió e do Centro de Educação da UFAL. Além dessas instituições, contamos também com o apoio da Reitora Ana Dayse Resende Dórea e do Vice-Reitor Eurico Lobo, bem como das Pró-Reitorias. A realização desse evento se justifica pela necessidade de consolidação dos Programas de Pós-Graduação em Educação das citadas regiões, tendo em vista também a busca pela redução das desigualdades regionais, que se verificam, inclusive, no quadro quantitativo desfavorável da pesquisa e da pós-graduação em Educação no país. O objetivo principal desse encontro de pesquisadores é o fortalecimento dos programas de pós-graduação em Educação, da pesquisa e da produção intelectual voltada para a área educacional. Sua realização reflete o compromisso dos profissionais da área em aprofundar seu conhecimento sobre a Educação que se realiza nas regiões Norte e Nordeste e por conseguinte do País, promovendo espaços de comunicação, socialização e intercâmbio das pesquisas científicas e experiências acadêmicas vinculadas aos Programas de Pós-Graduação em Educação. No geral, os resultados das pesquisas desenvolvidas nas Regiões Norte e Nordeste, que serão apresentados durante o evento em Maceió, mostram uma preocupação com a qualidade da formação de professores e pesquisadores que irão atuar nos cursos de pós-graduação, graduação e educação básica. Constata-se também um grande número de pesquisas focalizando as questões relativas às temáticas educacionais nacionais, regionais e locais, contribuindo dessa forma, para a desnaturalização das questões educacionais, e como consequência, para a melhoria da qualidade da Educação no País. COMUNICAÇÕES ORAIS GT -2 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MEMÓRIAS DA EDUCAÇÃO ESCOLAR: PROFESSORAS DE ANGICOS/RN Maria da Conceição Silva – UERN Silvia Helena de Sá Leitão – UERN Antonia Milene da Silva – UERN Resumo: Este trabalho é parte de uma pesquisa que investiga histórias de vida, formação pessoal e profissional de professoras de EJA, da cidade de Angicos/RN, com intento de contribuir para a reconstituição da história da formação de professoras, no Rio Grande do Norte. O enfoque em docentes dessa modalidade de ensino, justifica-se pela nossa participação no Projeto de Extensão Formação continuada para professores de Educação de Jovens e Adultos do município de Angicos, realizado no de 2006. Neste momento, analisamos memórias da formação escolar primária de duas professoras, nascidas na década de 1960. Utilizamos como fontes, escritos autobiográficos das mestras e dados de arquivos públicos e privados. Respaldamos-nos em conceitos, de Nóvoa (2000); Chartier (1990); Perrot (2005), por permitirem trazer para o cenário da pesquisa educativa, as professoras como sujeitos históricos. A análise aponta aspectos da cultura escolar da época, a exemplo de saberes, métodos e práticas disciplinares e formas de ser e de agir apreendidas na escola pelas mestras angicanas. _______________________ EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: HISTÓRIA E MEMÓRIAS DAS 40 HORAS DE ANGICOS (1963) MARIA ELIZETE GUIMARÃES CARVALHO – UFPB Resumo: Reconstitui a história e as memórias da experiência educacional com jovens e adultos, vivenciada em Angicos, Estado do Rio Grande do Norte, no início dos anos 60, do século XX, em que foram alfabetizados cerca de 300 adultos em 40 horas, com fundamento em fontes escritas e nas lembranças dos participantes, operando um intercâmbio entre História e Memória. Investiga as práticas educativas desenvolvidas nesse projeto e as possíveis contribuições para o trabalho com a modalidade jovens e adultos atualmente. Experiências passadas e presentes são colocadas lado a lado, em diálogo, possibilitado pela reconstrução da memória coletiva. O testemunho dos participantes é marcado pela reflexão, pela (re)significação da experiência e pela tentativa de articular presente e passado, o que traz para o momento da entrevista o debates com seus contextos e subjetividades. Tais testemunhos revelam práticas sociais e educacionais que podem ser atualizadas e reconstruídas, como também apontam um processo de escolhas ou decisões, que orienta a trajetória de vida dos participantes. _______________________________ GT – 03 MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO A EDUCAÇÃO DO CAMPO NAS ÁREAS DE REFORMA AGRÁRIA E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A DEFINIÇÃO DE BASES PARA UMA POLÍTICA PÚBLICA NO ESTADO DE SERGIPE Sonia Meire Santos Azevedo de Jesus – UFS Resumo: Esta pesquisa trata de uma análise sobre as questões pertinentes à construção de uma política pública de educação do campo no estado de Sergipe, tomando como referência uma experiência concreta de Educação de Jovens e Adultos desenvolvida entre a universidade e os movimentos sociais do campo entre os anos de 1998 a 2002. A relevância deste trabalho está em ampliar as discussões sobre a necessidade de estabelecimento de um novo pacto entre estado e sociedade. Para discutir essa política, necessitamos remeter os dados pesquisados a um estudo analítico que questiona o significado de uma política pública do campo para todos e todas que foram excluídos de um direito público universal. Esse estudo analítico tomou como referências a pesquisa em fontes documentais e orais, os estudos de teóricos de Boaventura Santos (1998, 2000, 2001); Veiga (2003); Corragio (2000); Arroyo (2004). Suas conclusões apontam para a necessidade de se continuar estabelecendo novos pactos entre Estado e Sociedade na implementação de políticas que tomem como referência as diferentes matrizes culturais dos povos do campo. _____________________________ GT -05 ESTADO E POLÍTICA EDUCACIONAL JUVENTUDE, EDUCAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS: O CASO DO PROJOVEM EM JOÃO PESSOA Swamy de Paula Lima Soares – UFPB Jean Carlo de Carvalho Costa – UFPB Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar e discutir alguns elementos de uma política pública direcionada para Juventude com ênfase na Educação, o Projovem – Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária. Nosso campo investigativo é o município de João Pessoa onde o programa tem se desenvolvido desde janeiro de 2006. O artigo, em um primeiro momento, procura analisar a resposta do Estado brasileiro às questões sociais oriundas da Juventude. Posteriormente, procuramos problematizar as relações federativas estabelecidas no âmbito da política, ou seja, o papel dos municípios na interação da gestão do programa. ____________________________ GT – 06 EDUCAÇÃO POPULAR A PRATICA PEDAGÓGICA DESENVOLVIDA NOS PROJETOS DE EDUCACAO DO CAMPO EM SERGIPE (1995-2000) Monica Machado Mota – UFS Resumo: Em 1995, o Departamento de Educação da Universidade Federal de Sergipe através do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização (NEPA/DED/UFS) iniciou um processo de implementação de projetos de Educação de Jovens e Adultos em áreas de Reforma Agrária em parceria com os movimentos sociais do campo. O objetivo desses projetos era desenvolver estratégias em que os trabalhadores (as) tivessem acesso à escola e ao conhecimento construído socialmente. Desse modo, esta pesquisa pretende analisar as praticas pedagógicas desenvolvidas nos projetos de EJA de 1995-2000. Como resultado do trabalho, Identificou-se nos projetos que a proposta pedagógica priorizou trabalhar com a problematização da realidade e com temas geradores e principalmente envolvendo os sujeitos do processo na construção do currículo da educação do campo. Neste sentido, conclui-se que a experiência em educação no campo desenvolvida pelo NEPA/DED/UFS contribuiu para a construção do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA). ________________________ A EDUCAÇÃO NO ESPAÇO RURAL AMAZÔNICO: O CONTEXTO DO ASSENTAMENTO TARUMÃ MIRIM/AM. Maria Eunice Sá Pitanga – UFAM ROUSEANE DA SILVA PAULA – UFT Resumo: O presente artigo trata do processo formativo no contexto do Projeto Educação de Jovens e Adultos e diversidade cultural em área de assentamento no Estado do Amazonas que a UFAM, (Universidade Federal do Amazonas) enquanto agência formadora em parceria com o PRONERA (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), desenvolve atuando em quatro municípios do Amazonas. Deste universo destacamos, neste trabalho, a assessoria pedagógica desenvolvida na grande Manaus, no Projeto de Assentamento Tarumã Mirim, com a realização do projeto isolado “Mito, auto-estima e valorização cultural do sujeito. Uma ação de incentivo a tradição à cultura de tradição oral, assumimos essa prática também como ponto de partida para um trabalho interdisciplinar, foram realizadas oficinas pedagógicas com os professores como forma de resgatar as lendas, promover o reconhecimento do grupo sobre si, seus valores, seus hábitos e práticas.Á guisa de conclusão podemos afirmar os professores que participaram da formação afirmam que é mais prazeroso aprender quando atribuem significados aos conhecimentos sistematizados e reconstroem seus esquemas cognitivos através de uma aprendizagem lúdica, criativa e cultural. _________________ GT – 08 FORMAÇÃO DE PROFESSORES A EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA NA FORMAÇÃO DO DOCENTE DE EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS Cacilda Soares de Andrade – UFPE Luiz Gustavo Cordeiro da Silva – UFPE Resumo: O objetivo desta pesquisa é o de identificar as concepções atuais na literatura sobre as tecnologias de informação e comunicação na Educação de Jovens e Adultos, concernentes a formação docente, bem como as organizações da escola, visando o êxito educacional, propósito final, acadêmico ressaltando a importância da inclusão de conhecimentos acerca de tais tecnologias tanto para os professores quanto para os alunos. Procurou-se evidenciar por meio de entrevista estruturada com a Coordenadora do Programa de Educação para Jovens e Adultos, a atual situação da formação inicial e da formação continuada dos docentes que atuam no município de Jaboatão dos Guararapes. Os resultados obtidos indicam que muitas ações são pensadas, mas poucas são efetivadas devido à interferência da política nas decisões educacionais. _____________________ A Política de Formação de Professores no PROEJA KARLA REIS GOUVEIA – UFPE Resumo: O presente artigo vem levantar questões sobre a política de formação de professores para o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, mais especificamente, dos docentes das Instituições Federais de Educação Tecnológica que a partir do Decreto Nº 5.840/06 estão obrigadas a ministrar até 2007 o ensino integrado – educação profissional e educação de jovens e adultos. Para tanto, traz alguns elementos para análise da complexidade do Programa à luz das semelhantes histórias de discriminação da educação profissional e da educação de jovens e adultos, como sendo ensinos de segunda categoria e que por assim serem, estiveram subjulgados a políticas educacionais assistencialistas e compensatórias. ____________________ GT – 09 TRABALHO E EDUCAÇÃO A EDUCAÇÃO DESTINADA A JOVENS TRABALHADORES Marcia Gardênia Lustosa Pires – UFC Resumo: O objetivo deste ensaio consiste em apresentar uma análise parcial da pesquisa de mestrado intitulada “A educação dos trabalhadores no quadro das transformações do mundo do trabalho: uma análise do ProJovem”. Trata-se de um programa destinado à educação de jovens trabalhadores que se insere no âmbito das políticas públicas de juventude implementadas pelo Governo federal. O programa baseia-se em três pilastras – escolarização, qualificação profissional e ação comunitária – e expressa, cristalinamente, o ideário de formação cidadã restrita à escolarização básica, à formação para o trabalho e para a intervenção dos sujeitos na vida da comunidade. Os dados aqui tratados foram colhidos diretamente nos documentos do Programa e nas visitas e observações realizadas nos primórdios da pesquisa. Constitui objetivo central deste estudo analisar estes dados à luz da rica discussão sobre as políticas neoliberais, fazendo uma ponte com aquilo que se convencionou chamar de novas exigências do mercado de trabalho e suas implicações para a educação dos trabalhadores. __________________________________ GT – 15 EDUCAÇÃO ESPECIAL A PERMANÊNCIA DE JOVENS E ADULTOS COM DEFICIÊNCIA MENTAL NA ESCOLA REGULAR: ENTRE LIMITES E POSSIBILIDADES DE UMA AÇÃO INSTITUCIONAL SIGNIFICATIVA DULCIANA DE CARVALHO LOPES DANTAS – UFRN Lúcia de Araújo Ramos Martins – UFRN Resumo: Investigar aspectos relacionados a limites e possibilidades de permanência de jovens e adultos com deficiência mental, nas escolas regulares, foi o objetivo de estudo de caso realizado com quatro usuários de associação em Natal (RN). Utilizamos a pesquisa qualitativa exploratória e análise qualitativa das entrevistas. Foram também sujeitos da pesquisa, as mães e professoras com quem os mesmos conviveram na escola. O estudo fundamentou-se na perspectiva sócio-histórica cultural e nas concepções da educação inclusiva. Entre os tópicos analisados, apresentamos alguns recortes referentes às condições e ações efetivadas pelas escolas, proporcionando, ou não, a permanência dos sujeitos naqueles espaços institucionais. Como resultado, destacamos dois modelos de práticas vivenciadas nas instituições: no primeiro, os relatos mostram um modelo que representa uma verdadeira negação ou limitação à lógica de inclusão vigente nas políticas educacionais e sociais. No segundo modelo, as ações viabilizam acesso ao conhecimento e à participação significativa dos alunos nas práticas experienciadas, constituindo-se em possibilidades de sua permanência na escola regular. ______________________ GT – 16 EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO CINEMA NA ESCOLA: POSSIBILIDADES E CAMINHOS PARA A LEITURA DO TEXTO FÍLMICO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Rafael Batista de Medeiros – UFRN Resumo: Este trabalho investiga a utilização do texto fílmico na sala de aula de Educação de Jovens e Adultos. Procuramos observar de que forma os educadores utilizam o cinema na sala de aula, analisando os diversos caminhos de utilização do filme nas aulas da EJA. Para a investigação utilizamos o questionário que foram entregues a educadores de diferentes níveis e área de atuação da EJA. Percebemos que a utilização do filme se fazia presente nas escolas do sistema público do município de Natal, RN. Paradoxalmente, essas ações utilizam o uso do cinema/vídeo de forma tímida sem explorar o potencial imagético, crítico e criativo que essa linguagem pode trazer para o contexto escolar. A pesquisa demonstrou a necessidade de apontarmos caminhos metodológicos para o trabalho com o filme na sala de aula. Propomos uma ação educativa que contemple o potencial epistemológico do filme numa perspectiva da educação do olhar e da leitura do texto fílmico. Nos apoiamos na metodologia scaffolding (GRAVES e GRAVES, 1995) para explorar a potencialidade desta narrativa imagética destacando sua relevância numa perspectiva do fazer crítico-criativo na construção do conhecimento na sala de aula da EJA. ___________________ O APRENDIZADO DA ORTOGRAFIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A INTERFERÊNCIA DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NESSE PROCESSO. NAILA LINS DA SILVA – UFAL Resumo: Esta pesquisa investigou a influência de fenômenos de variação lingüística sobre o processo de letramento e alfabetização de jovens e adultos do Programa Alfabetização Solidária (PAS) em um estado da região nordeste. Para tanto, utilizou-se de textos escritos produzidos por 20 ex-alfabetizandos, de ambos os sexos, maiores de 15 anos, trabalhadores de diversas profissões, residentes nas zonas rural e urbana. Como fundamentação teórica foram utilizadas duas abordagens: uma oriunda da sociolingüística variacionista; e outra advinda dos conhecimentos produzidos por pesquisadores sobre o processo de aprendizagem da língua materna. Os resultados demonstram que a variação lingüística interfere no processo de alfabetização e letramento, como também em relação à escrita de palavras. Os casos mais freqüentes de variação referem-se à supressão do /R/ medial e final, bem como o alteamento da vogal /E/ para /I/. Porém os casos de variação encontrados não podem ser considerados como específicos dos textos produzidos por aprendizes jovens e adultos em fase inicial, já que podem ser encontrados em textos de alunos em fases mais adiantadas da aquisição da linguagem. ____________________ GT – 18 EDUCAÇÃO DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS A mobilização do Brasil para a V Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos Eduardo Jorge Lopes da Silva – UEPB Resumo: O presente estudo é o resultado de uma pesquisa recente e teve como objetivo resgatar a história de mobilização do Brasil para participar da V Conferência Internacional de Educação de Adultos (V CONFINTEA), ocorrida em Hamburgo, na Alemanha, em julho de 1997. As informações foram obtidas em consulta a relatórios e através de entrevistas. Toda essa mobilização preparatória e a participação do país na V Conferência, através dos representantes oficiais e não-oficiais, possibilitou a criação de fóruns de discussão em todo o território nacional acerca do tema educação de jovens e adultos, com o surgimento dos fóruns estaduais e regionais por todo o país. ___________________________ VINCULANDO COMPETÊNCIAS E REFLEXÃO CRÍTICA A PRÁTICA EDUCATIVA DO EDUCADOR DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS: CAMINHOS PARA A CONSTRUÇÃO DA PROFISSIONALIDADE DOCENTE Maria da Glória Carvalho Moura – UFPI Resumo: O presente artigo aborda a formação e a prática educativa do professor da Educação de Jovens e Adultos – EJA, na tentativa de manter vivo o diálogo permanente com a incerteza, tendo como característica marcante à colaboração. Trata-se de uma investigação qualitativa, ancorada nos princípios da pesquisa colaborativa. O objetivo foi investigar em que medida a formação com foco na análise reflexiva da prática contribui para a transformação da ação docente, implementando um processo de formação contínua, como estratégia de intervenção. Nesse estudo, a formação é concebida como fator provocativo de contatos experienciais com teorias educacionais, permitindo o entendimento das relações interativas vivenciadas no contexto educativo, fazendo com que as intervenções no processo de ensino e aprendizagem sejam respaldadas pelo repensar e o recriar da ação docente. Os resultados apontam para novas formas de entendimento do contexto escolar, o que é fundamental para a construção identitária da EJA, indicando a necessidade de se rever à proposta de currículo, incluindo a formação do educador, como parte das responsabilidades de enfrentamento dos desafios históricos dessa modalidade de ensino. ___________________________ Eventos e práticas de letramento(s) escolares de professores formadores de professores Marinaide Lima de Queiroz Freitas – UFAL Resumo: Este trabalho teve como um dos principais objetivos analisar a relação existente entre os eventos e práticas de leituras escolares trabalhados pelos professores formadores de professores e os eventos de letramento desenvolvidos pelos alunos-professores em suas práticas pedagógicas. Tem um caráter de Pesquisa Qualitativa Explicativa, desenvolvida através da abordagem metodológica do Estudo de Caso. O corpus é formado de eventos e práticas escolares realizados pelos professores que estão formando novos profissionais do magistério e a interferência desses eventos/práticas na prática pedagógica dos alunos-professores. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos – Eventos de Letramento – Professores Formadores _______________________________ INTERVENÇÕES NAS PRODUÇÕES ESCRITAS DE ALUNOS JOVENS E ADULTOS Maria Francisca Oliveira Santos – UFAL Resumo: Este trabalho centra-se principalmente em evidenciar como foram feitas as intervenções nas produções escritas da Educação de Jovens e Adultos, por ocasião do curso de Formação Continuada, na disciplina de Língua Portuguesa, promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), no segundo semestre de 2006. Para a sua execução, os fundamentos teóricos foram baseados em Marcuschi (2001 e 2002), Geraldi (2003), Koch (2002 e 2004), Santos (1999 e 2004 ), dentre outros, que seguem uma perspectiva sócio-interacionista dos estudos da linguagem. Os resultados apontaram para a indicação de haver uma prática interativa entre alunos e professores, em sala de aula, pelo fato de estes participarem dos cursos de formação continuada e, estarem, muitas vezes, nos cursos de pós-graduação. O que mais ratifica essa prática está na realização de trabalhos em grupo, ficando assegurado a cada um dos participantes o direito de se pronunciar, caso queira, emitindo seus comentários acerca dos procedimentos tomados por ocasião de cada momento interativo, o que faz com que professor e alunos sejam partícipes do fazer pedagógico. _____________________________ JOVENS E ADULTOS RESOLVENDO PROBLEMAS DE DIVISÃO EXPLORANDO AS CONTRIBUIÇÕES DA CALCULADORA Fabiola Santos Martins de Araújo – UFPE Ana Coelho Vieira Selva – UFPE Resumo: Este estudo analisou a contribuição do uso da calculadora relacionado ao uso da representação escrita na resolução de problemas de divisão inexata numa turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) correspondente ao módulo II (3ª e 4ª série). O estudo se deu em três etapas: pré-teste, intervenção e pós-teste e participaram do mesmo 16 sujeitos de uma escola pública do município de Camaragibe. Onde foram distribuídos em dois grupos representados pelas representações simbólicas que seguem: G1-papel e lápis/ calculadora e G2 – calculadora/papel e lápis para resolverem problemas de divisão inexata tipo partição envolvendo dois contextos distintos, dinheiro e comida. Os resultados obtidos mostram que houve avanços no tratamento dado ao resto no pós-teste em ambos os grupos, mas principalmente no grupo que trabalhou com a calculadora primeiro. Ambos os grupos apresentaram melhores desempenhos no contexto dinheiro do que no contexto comida. Os dados enfatizam a importância do uso de diferentes representações na resolução de problemas e sugerem que o uso da calculadora pode propiciar maior reflexão dos adultos sobre a divisão inexata. ____________________________ O Planejamento como elemento constitutivo da prática docente da EJA na prisão Maria da Conceição Valença da Silva – FAFICA – ASCES Resumo: Este trabalho é oriundo da pesquisa acerca da prática docente da Educação de Jovens e Adultos na Penitenciária Juiz Plácido de Souza em Caruaru, numa perspectiva dialética da educação. Como procedimentos metodológicos utilizamos: observação, questionário, entrevista semi-estruturada, análise documental e seminário. Na análise do objeto de estudo, evidenciamos o planejamento como elemento constitutivo da organização do ensino. Percebemos que o planejamento é entendido basicamente como momento para a escolha de conteúdos e maneiras para trabalhá-los com os alunos. O livro didático assume o papel de “guia”, de “porto seguro” da prática docente. As proposições anunciadas nos Planos caracterizam-se pela transposição das prescrições de livros didáticos, independente da composição do grupo de estudantes. Essa situação revela o reducionismo do conceito de conteúdo e de procedimento. Ressaltamos, entretanto, que as professoras, nos depoimentos, demonstraram preocupação e compromisso com o processo educativo junto aos presos/alunos evidenciando a intenção de contribuir com a sua reinserção na sociedade. __________________________________ CAMPANHA DE EDUCAÇÃO DE ADOLESCENTES E ADULTOS (CEAA- 1947) E PROGRAMA ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA (PAS – 1996): APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS Simone da Silva – UFAL Resumo: O presente artigo discute o tema analfabetismo no Brasil como um problema que foi e continua sendo de grandes proporções, sobretudo no que se refere ao público jovem e adulto, formado por pessoas com 15 anos ou mais de idade. Para tanto foi realizada uma pesquisa bibliográfica na qual foram consultados pesquisadores como: PAIVA, 2003; SOARESa, 2004; SOARESb, 2000; MOURA (2002, 2005); RIBEIRO, 2001; ALBUQUERQUE, 2004 entre outros e alguns endereços eletrônicos. Nesse sentido foi feita uma análise das campanhas de alfabetização, enfocando a primeira campanha de educação de adolescente e adulto – CEAA em 1947 e o Programa Alfabetização solidária – PAS em 1996, para conhecer suas semelhanças e diferenças nas ações voltadas para EJA na década de 1940 e 1990, no que se refere à concepção de alfabetização e a formação do professor. Logo, esse trabalho expõe as aproximações e distanciamento dessas duas campanhas, mostrando que são reflexos da inexistências de políticas públicas voltadas para Educação de Jovens e adultos. ___________________________________ Trajetórias e leituras da educação escolar entre assentados da reforma agrária Alessandro Augusto de Azevêdo – UFRN Resumo: Resultado de uma pesquisa sobre as representações sociais acerca da educação escolar, entre trabalhadores rurais de um assentamento de reforma agrária do município de João Câmara-RN. A maior ou menor presença da educação escolar nas vidas desses trabalhadores compõem os seus respectivos campos representacionais, definindo suas perspectivas e escala de valores.que atribuem à educação em geral e à educação escolar em específico, seja como projeto individual, seja como projeto de mobilidade social de membros da família e de territorialização do assentamento. _____________________________ ENSINO MÉDIO INTEGRADO NA MODALIDADE EJA: FINANCIAMENTO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DANTE HENRIQUE MOURA – CEFET-RN Resumo: O trabalho analisa aspectos relacionados ao financiamento e à formação dos profissionais dos sistemas educacionais públicos visando à atuação no Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, assim como em ações estruturantes necessárias à transformação desse Programa em política educacional pública. Para alcançar esse fim, realizou-se uma revisão bibliográfica da produção acadêmica e a análise das políticas públicas nessa esfera. O estudo permitiu concluir que para o PROEJA sair do plano das idéias para o material, é necessário construir uma política educacional para mais além da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Conclui-se ainda ser urgente investigar e definir fontes de financiamento perenes para o Programa, pois mesmo que se construam bases teóricas de forma democrática e coletiva e que se consolide uma concepção de formação de professores para atuar nessa esfera, se não houver o financiamento perene para dar continuidade às ações se estará, mais uma vez, desenvolvendo uma “grande experiência” sem resultados significativos para os que demandam por essa formação. __________________________ O ETHOS HUMANO COMO UM A-SE-PENSAR NA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Walter Pinheiro Barbosa Junior – UFRN Resumo: Este artigo apresenta um estudo sobre o ethos humano como um a-se-pensar na elaboração do Projeto Político de Educação de Jovens e Adultos (PPEJA). Objetiva-se com esse estudo, compreender em que medida o ethos humano se constitui em uma das bases de formulação de um PPEJA, a partir das reflexões como coordenador em um Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos (EJA) da UFRN. Compreende-se ethos, enquanto o modo de ser e de viver do Ser-aí em seu sendo. Busquei dialogar com os saberes da educação, antropologia, filosofia e história, mas procuramos identificar e compreender a relação existente entre a cultura escolar e o modo de ser e de viver das pessoas a quem os Projetos de Educação se destinavam. Esse processo de busca me permitiu compreender, que existe uma lógica que torna as escolas iguais, mesmo que as culturas das pessoas e dos lugares onde as escolas se localizam sejam diferentes. Compreender a cultura escolar como uma invenção histórica e elaborar o Projeto Político de Educação da EJA, assumindo o ethos do conjunto de educandos e educadores como um dos fundamentos, colabora para que as pessoas possam se aproximar de sua vocação ontológica de ser mais humana. __________________________ ENSINO DO PORTUGUÊS LÍNGUA MATERNA NA ESCOLA X VARIANTES LINGÜÍSTICAS: (DES)CONSIDERAÇÃO DO ALUNO COMO SUJEITO FALANTE? Márcia Maria Avelino Dantas – UFRN Resumo: O trabalho apresenta um estudo bibliográfico e empírico feito para identificar e analisar como o ensino do Português Língua Materna vem sendo sistematizado numa escola pública do RN, que trabalha com a modalidade da Educação de Jovens e Adultos. Discutindo se existe consonância com as concepções de linguagem sinalizadas nos PCN e sintonia com as variantes lingüísticas circulantes no contexto escolar. Recorreu-se, para tanto, a construtos teóricos de Boudieu, Freire, Vigotsk, entre outros. Como resultado percebeu-se um descompasso no fazer docente e as concepções defendidas nos PCN e pelos teóricos. O estudo revelou que os professores encontram obstáculos de natureza organizacional, metodológica e teórica. Trazendo a tona pistas para refletir como trabalhar e valorizar a língua materna veículo de comunicação e expressão sem perder a sua dimensão social. _________________________ ALUNOS SURDOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: INCLUSÃO POSSÍVEL NO SISTEMA EDUCACIONAL PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE MANAUS JOCILENE MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA – ADCAM Resumo: Este artigo aborda alguns aspectos da globalização e ideologia neoliberal, explicitando suas influências nas políticas educacionais efetivadas nos países em desenvolvimento como o Brasil. Dentre essas políticas destaca aquelas desenvolvidas no sentido de incluir a todos no sistema educacional público, demonstrando os principais encontros e conferências organizadas por organismos internacionais como Banco Mundial e Organizações Não Governamentais. Comenta alguns artigos dos documentos oficiais elaborados para efetivar o que ficou definido nesses encontros. Aborda também alguns aspectos da inclusão no Município de Manaus, principalmente de jovens e adultos sem escolarização e pessoas com necessidades educacionais especiais (surdos ou pessoas com deficiências auditivas). ________________________ CONCEPÇÕES DE ARTE: A VISÃO DE JOVENS DA EJA Samira Fernandes Delgado – UFRN Tereza Daniela Cunha Gomes – UFRN Resumo: O presente ensaio tem como objetivo discutir as concepções de Arte na visão de jovens que freqüentam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Maria Alexandrina Sampaio, situada na cidade de Natal/RN. Trata-se de um estudo de caráter exploratório e os dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturadas realizadas de forma coletiva, com 30 alunos regularmente matriculados, todos com faixa etária compreendida entre 14 e 19 anos. Quanto ao tratamento dos dados, analisamos os posicionamentos retirados das falas dos alunos à luz de leituras e reflexões críticas, e assim chegamos às categorias de análise: arte como apreciação, arte como cultura e arte e cotidiano. O trabalho está dividido em três partes. Na primeira parte é feita uma breve introdução sobre a arte e o jovem da EJA; na segunda discute-se a arte na educação de jovens e adultos, bem como a necessidade de se construir propostas pedagógicas que atendam as reais necessidades dos mesmos; na terceira parte apresentam-se as concepções e visões desses jovens em relação à Arte, assim como algumas reflexões e proposições a respeito da temática abordada. ___________________________ MOVIMENTOS DE EDUCAÇÃO DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS Ronney da Silva Feitoza – UFAM Resumo: A pesquisa se circunscreve na perspectiva de aprofundar os estudos e experiências desenvolvidas no Amazonas, por entidades, instituições, pessoas e grupos diretamente envolvidos com atividades de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O debate a ser enfrentado, se traduz em identificar as intensidades emancipatórias nas iniciativas em EJA no Amazonas – considerando a matrizes histórico-sociais e os desdobramentos do projeto econômico brasileiro, a partir de 1930, até o contexto atual. O percurso empírico busca comprovar que há trajetórias e concepções diversas das “diretrizes emancipatórias”, nos projetos desenvolvidos nos âmbitos institucional e dos movimentos sociais populares. Busca afirmar, em primeiro lugar, o direito de todos á educação plena, como inserção no mundo da cultura, sendo as questões da EP e da EJA, percebidas de modos diversos, demonstrando as inúmeras concepções que circundam tais práticas. Pretende nos auxiliar a identificar os elementos que podemos intitular de “constitutivos” da EP e que orientam nossas intervenções, projetos e utopias cotidianas, na dimensão da construção de uma educação de jovens e adultos trabalhadores crítica e emancipatória. ___________________________ DISCUTINDO A CIDADANIA NUMA ESCOLA DE EUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM JOÃO PESSOA-PB Joelma Remígio de Araújo – UFPB MARIA DA CONCEIÇÃO MIRANDA CAMPÊLO – UFPB Helen Halinne Rodrigues de Lucena – UFPB Resumo: Este artigo apresenta um recorte de um trabalho de conclusão do curso de pedagogia – TCC. Foi nosso objetivo verificar as concepções de cidadania de alunos e professoras, na modalidade de ensino de Educação de Jovens e Adultos do primeiro segmento, e ainda, através das práticas educativas verificar a existência (ou não) de subsídios pedagógicos propiciadores de uma educação para cidadania. No intuito de conhecer as propostas pedagógicas, concepções educativas e informações sobre cidadania, utilizamos observações em sala de aula, entrevistas com alunos e questionário com as professoras. Concluiu-se, portanto, não existir nas práticas educativas da escola selecionada indícios de uma educação para a cidadania – como previsto no documento da V CONFINTEA – no âmbito da Educação de Jovens e Adultos apesar de existirem expectativas e desafios quanto à sua adoção. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos – Educação para a Cidadania – Prática Pedagógica. __________________________________ Formação e autoformação do professor de EJA: a construção de um movimento autopoiético. Maria das Neves de Medeiros – UFPB Resumo: Este trabalho descreve parte de uma pesquisa, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Popular, da Universidade Federal da Paraíba. Investigamos como o professor de EJA constrói seu percurso formativo/autoformativo, visando desenvolver uma prática pedagógica de alguma forma coerente com o domínio dos processos vitais. Escolhemos como fonte de dados a entrevista e os relatos dos percursos formativos, de 12 professores que lecionam na EJA, nos níveis III e IV, pertencentes a Rede Municipal de Ensino de Natal/RN. Tomamos como referencial teórico a literatura sobre formação de professores e sobre a Biologia do Conhecimento. Abordamos o pensamento de Nóvoa, Freire, Arroyo, Maturana, Varela, entre outros. A análise do material coletado aponta que os professores constroem seus processos formativos/autoformativos através da prática e das diversas instâncias com as quais interagem. Percebemos, assim, que, o processo formativo/autoformativo do professor de EJA revela possibilidades de construir um saber pedagógico mais coerente com os processos vitais. Palavras-chave: Formação. Autoformação. Autopoiese. ________________________________ Concepções de Competência e suas Implicações na Educação de Jovens e Adultos no Curso de Pedagogia Alexsandra Carvalho de Sousa – UFPB Kelly Ionara Andrade Santana – UFPB Resumo: Este trabalho, produto de uma pesquisa ainda em desenvolvimento, tem como enfoque a discussão sobre as concepções de competência e a Educação de Jovens e Adultos. A partir de diferentes concepções de competência procuramos estabelecer uma relação com aquelas que são difundidas pela literatura como necessárias para atuar na modalidade de Educação de Jovens e Adultos e, paralelamente, procuramos saber como o Curso de Pedagogia/UFPb vem preparando seu alunado para atuar nessa modalidade de ensino. Este estudo iniciou em 2005/2006 e como objeto empírico, selecionamos o Curso de Pedagogia da Universidade Federal da Paraíba (UFPb) e ainda 10 alunas e 7 professores desse curso que atuam na área de aprofundamento de Educação de Jovens e de Adultos. ________________ Educação de Jovens e Adultos: relato de uma experiência cearense Elça Maria Sá Bandeira – UECE Resumo: O artigo traz respostas fundamentais sobre a relação entre a formação continuada e a prática pedagógica dos docentes no Programa de Formação e Escolarização do Servidor Público Cearense. O estudo de caso, utilizado como método contou com o aporte da pesquisa qualitativa. A análise da literatura evidenciou o crescente reconhecimento nacional da educação de jovens e adultos como direito social fundamental, promotora de cidadania e imprescindível como estratégia de elevação cultural do povo brasileiro. Constatou-se a insuficiência e, por vezes, a inadequação da formação inicial direcionada para esta modalidade educativa, assim como a dissociação entre as ações de formação continuada e as necessidades da prática polivalente no Programa. A investigação evidenciou inúmeras contradições às quais permeiam os limites e as possibilidades do espaço sócio-educativo da iniciativa, colocando-nos em constante estado de alerta frente ao imenso abismo que separa: de um lado, o discurso e as políticas oficiais que, reproduzem a opressão de uma sociedade capitalista-burguesa-desigual, do outro, a realidade social das históricas lutas dos trabalhadores por democracia e por educação como um direito. _______________________ FORMAÇÃO CONTINUADA E ENSINO DE LÍNGUA MATERNA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E EDULTOS: MÚLTIPLOS OLHARES Adriana Cavalcanti dos Santos – UFAL Resumo: A pesquisa apresenta o resultado do estudo sobre o processo de formação continuada de professoras da EJA, implementado pelo DEJA/SEMED em Maceió. Tendo por objetivo avaliar as influências do processo de formação continuada, especificamente dos cursos de LM, a partir da visão de todos os sujeitos envolvidos e na prática pedagógica do professor da EJA. Optamos pelos pressupostos da abordagem qualitativa, utilizamos instrumentos e procedimentos de coletas de dados: entrevistas, análise documental e observação em sala de aula. Apoiando-nos Nóvoa(1995); Pérez Gómez (2001); Bakhtin(2003); Geraldi (2003); Traváglia (1997), evidenciamos que não são exatamente as discussões em locus de formação continuada sobre a concepção de ensino de LM, que garantem mudanças na prática pedagógica de ensino de língua materna. Mas, a partir de um processo de experimentação e reflexão, na prática e sobre a prática e aprofundamento dos pressupostos que fundamentam as teorias lingüísticas. ____________________________ Escolarização e Emancipação Maria José Barbosa – UFC Resumo: Retomar os estudos, retornar a uma sala de aula nem sempre é uma decisão fácil para o adulto, e na escola nem sempre ele encontra aquilo que imagina. A escolarização pintada por muitos como trampolim para melhores empregos, status, poder, muitas vezes frustra o adulto que a procura. Nosso objetivo com esse artigo é o de refletir um pouco sobre a “emancipação” através da educação a partir do referencial a Teoria Crítica, para tanto apresentamos alguns trechos de dados coletados entre alunos de um curso de supletivo pelo telensino desenvolvido no Ceará no período de 2000 a 2003. Nossa intenção é despertar para a reflexão das possibilidades da educação de jovens e adultos e das visões dos alunos sobre a formação. Tivemos como referencial Girrox, Pucci, Torres e Prestes. O tema representa uma preocupação dos educadores de EJA que desejam o desenvolvimento do aluno a partir de sua prática, sendo desta forma uma discussão que pretendemos levantar ao discutir as repercursões de um curso destinado a jovens e adultos. _____________________________ OS PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO CAMPO: LETRAMENTO E CONSTRUÇÃO DO DIREITO A EDUCAÇÃO? SONIA PEREIRA BARRETO – UFC RONALDO DE SOUSA ALMEIDA – ÚFC GRASIELE BELEM ALMEIDA – UFC Resumo: Este trabalho examina em que medida programas governamentais e experiências originadas na sociedade civil propiciam efetivo letramento, concretizando o direito à educação de jovens e adultos no campo. O trabalho de campo foi realizado em dois municípios cearenses, Baturité e Caucaia, em 2005 e 2006 e contou com sistemática observação de salas de aula e turmas de programas de EJA – Alfabetização, Ensino Fundamental e Médio, entrevistas individuais e coletivas. Os programas educacionais ali se revelaram ineficientes, tanto no aspecto pedagógico, quanto na estruturação da educação como um todo.Verifica-se que o Estado ainda não conseguiu superar a visão de cumprimento de suas obrigações constitucionais senão com políticas de caráter compensatório ou “campanhista”. O quadro educacional se configura em negativo e o letramento como apropriação da escrita e de suas práticas não se processa. A busca e a efetivação do direito à educação estão a exigir da sociedade brasileira e dos trabalhadores rurais, em particular, um processo organizativo que tanto fortaleça politicamente essa população, quanto eduque e direcione o Estado para instituir tal direito. _______________________ FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DO CAMPO: O QUE É PROPOSTO E O QUE VEM SENDO COLOCADO EM PRÁTICA NÁGELA SILVA RODRIGUES – UFC RAQUEL CARINE DE MORAES MARTINS – UFC ELIANE DAYSE PONTES FURTADO – UFC Resumo: Este estudo traz uma análise da EJA do campo em dois municípios: Caucaia e Baturité, no Estado do Ceará e, mais especificamente, o que vem sendo proposto e a concretização da política de formação de educadores e educadoras para o meio rural. A metodologia baseou-se em estudos teóricos, observações sistemáticas em sala de aula, dinâmicas de grupo, entrevistas individuais e coletivas. Os dados revelaram que a formação dos professores vem sendo feita de forma aligeirada e fragmentada; os conteúdos são descontextualizados, sem proposta curricular específica e fundamentação teórica consistente. Tais problemas dificultam o alcance EJA com qualidade e resulta que a escolarização não contempla a realidade dos educandos, o que torna o processo educacional esvaziado de sentido. Conclui-se que a formação dos professores está sendo feita com precariedade, desarticulada das demandas dos movimentos sociais e das garantias constitucionais asseguradas. Assim, as políticas de EJA existentes não contribuem para uma educação de qualidade, não visam a formação humana, a criticidade dos sujeitos, o desenvolvimento e a transformação da realidade rural _________________________________ A ESCOLA UNITÁRIA COMO UMA PROPOSTA EDUCATIVA PARA EJA: UMA CONTRIBUIÇÃO DE ANTÔNIO GRAMSCI Naiara Gomes de Santana – UFPB Fabricia Sousa Montenegro – UFPB Édina de Brito Alves – UFPB Resumo: O texto discute a proposta de educação de Antônio Gramsci, analisando suas idéias a partir da escola unitária. Iniciamos o texto apresentado de maneira objetiva à trajetória de vida de Gramsci, extraindo os elementos que consideramos mais essenciais de sua biografia intelectual e política. No segundo momento, fazemos um passeio pelas principais categorias elaboradas por ele, para melhor compreendermos suas idéias com relação à educação e ao trabalho. Finalizando o artigo, defendemos que o projeto político de Gramsci era abrangente estendendo-se muito além da análise e da discussão de questões educacionais. Entretanto, argumentamos que a educação no seu contexto e concepção mais amplos, desempenhou papel importante em sua estratégia geral para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. ________________________________________ Motivações, necessidades e aprendizagens na educação de jovens e adultos. Emília Maria da Trindade Prestes – UFPB Resumo: O que motiva pessoas jovens e adultas a estudar? As exigências da modernidade? As transformações do mundo do trabalho? Consciência de direitos? Ofertas de escolaridade? Facilidade para ingressar na escola ou em cursos de alfabetização? Incentivo familiar ou de amigos? Pesquisas realizadas sobre esta temática creditavam o regresso do jovem e do adulto à escola às exigências do trabalho, às causas religiosas, familiares ou à necessidade de locomoção. (UNESCO/MEC/SECAD, 2005). Mas, qual a relação entre motivação e aprendizagem? É a motivação condição suficiente para facilitar a aprendizagem? Estas são questões condutoras do desenvolvimento desse texto e que possui três objetivos inter-relacionados: verificar o que motiva pessoas jovens e adultas de baixa ou nenhuma escolaridade a buscarem aprendizagem escolar; se elas estão conseguindo aprender e se essa aprendizagem escolar está sendo empregada para atender às suas necessidades cotidianas. ____________________________________ O Teatro e suas Múltiplas Abordagens na Educação de jovens e Adultos: Releituras Cênicas e Leitura de vida Carla Meira Pires Batista – UNEB Resumo: A escola constitui-se como um dos principais espaços de socialização na vida do sujeito, por conta da diversidade expressa por diferentes sujeitos e a sistematização dos conhecimentos construídos histórica e culturalmente pela humanidade. Neste contexto formativo, situa-se o letramento como um dos maiores desafios educacionais, tornando-se ainda mais complexo e acentuado quando se trata da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O presente artigo propõe-se em refletir e investigar em que medida o fazer teatral contribui para a afirmação da identidade de sujeitos jovens e adultos compreendendo a EJA enquanto espaço de convivência artística e coletiva, investigando as estratégias de reconstrução de histórias de vida, das perspectivas sociais e das leituras de mundo produzidas pelos sujeitos na cultura construída permanentemente. __________________________________________ EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CAMPO POLÍTICO DE FORMAÇÃO E INVESTIGAÇÃO EDITE MARIA DA SILVA – UNEB Resumo: Este artigo analisa a formação de professores(as)/pesquisadores(as) na Educação de Jovens e Adultos inseridos na sociedade contemporânea da informação, do conhecimento e da tecnologia. Ressalta a necessidade de formar professores(as)/pesquisadores(as) tomando como perspectivas de investigação e compreensão os contextos históricos, sociais, culturais, organizacionais nos quais se dá sua atividade profissional, como condição para nela intervirem. Aqueles(as)que dedicam-se ao campo da Educação de Jovens e Adultos carregam em si mesmos e nas investigações que realizam uma maior comprometimento e responsabilidade social, política e acadêmica de analisar as trajetórias de vida, saberes, fazeres e conhecimentos produzidos pelas pessoas jovens e adultas, tanto do campo quanto da cidade. Neste contexto aponta o papel que a Universidade deve desempenhar dentro da sociedade através da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Este pilares são importantíssimos para: a permanente produção científica, estabelecimento de elos e intensificação de diálogo entre o contexto acadêmico e os diversos segmentos que constituem a Sociedade. __________________________ Desafios dos Tempos e a necessidade de pensar novas perspectivas de ensino em Educação de Jovens e Adultos Edileide Rodrigues da Silva – UNIPÊ Giuliana Cavalcanti Vasconcelos – UFPB Resumo: Computadores, chips, redes de informação, televisão digital e notebooks, com tantas tecnologias, é preciso repensar se o modo como a EJA continua apresentando-se corresponde às expectativas de inclusão social dos novos tempos. Com esse panorama, descrevem-se nuances no quadro da EJA que merecem ser pensadas. Este trabalho tem a intenção de sugerir tal discussão. O estudo pairou nas contribuições de Edgar Morin e Paulo Freire, encontrando relação entre os dois no que se refere à necessidade de promover a apreensão de problemas globais e fundamentais como propulsão à compreensão de problemas parciais e locais. Os docentes de EJA devem estar preparados para lidar com esses avanços tecnológicos. O desafio reforça a necessidade de que os professores sejam mediadores dos novos conhecimentos, de modo que contribuam para que o alunado seja capaz de acompanhar as facilidades que a evolução tecnológica possibilita, superando a exclusão digital, e que esta seja instrumento a favor da inclusão social. Concluiu-se que a educação possibilita ao sujeito dar-se conta de seu potencial, desenvolver habilidades e afirmar competências adquiridas no desenvolvimento da própria vida. _______________________________ REMEMORANDO HISTÓRIAS A PARTIR DE ESPAÇOS ALTERNATIVOS DE LEITURA COM ESTUDANTES DA EJA Leidinalva Amorim Santana das Mercês – UNEB Resumo: O artigo procura fazer considerações a respeito do uso da abordagem (auto) biográfica em pesquisas educacionais, tendo como foco o entrelaçamento memória-leitura. A construção das idéias aqui discutidas tomará como ponto de partida a minha própria história de vida, destacando algumas lembranças remotas, além de informações sobre as pesquisas que tenho desenvolvido. Especificamente, apresento reflexões sobre a minha experiência enquanto professora pesquisadora, destacando como a leitura de textos teóricos, mas também a leitura de textos ficcionais tem influenciado à minha formação. Para tanto, apresento exemplos do livro Lendo Lolita em Teerã: uma memória nos livros, de Azar Nafisi, comparando-os com alguns aspectos da minha investigação atual, que focaliza um estudo sobre as práticas de leitura de alunas afro-descendentes da Educação de Jovens e Adultos – EJA, de uma escola pública na cidade de Salvador, levando em conta as condições sócio-econômicas adversas em que estas mulheres têm estado inseridas. ________________________________ A EDUCAÇÃO DO CAMPO: A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E AS POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS SONIA PEREIRA BARRETO – UFC JOSÉ RIBAMAR FURTADO – UFC ELIANE DAYSE PONTES FURTADO – UFC Resumo: Este trabalho analisa as políticas de educação de jovens e adultos no campo, examinando o funcionamento de programas, projetos e experiências educacionais que envolvam essa modalidade de ensino, seja na alfabetização, seja no ensino fundamental regular. Busca ver de perto como são trabalhados os conteúdos, metodologia, formação de professores, material didático, dentre outros aspectos do processo educativo. O trabalho de campo foi realizado em 2005 e 2006, nos municípios de Baturité e Caucaia, no Ceará e contou com sistemática observação de salas de aula e turmas de programas de EJA, entrevistas individuais e coletivas, dinâmicas com técnicos, educandos, educadores e sindicalistas do campo. Os programas educacionais ali se revelaram ineficientes, tanto no aspecto pedagógico, quanto na estruturação da educação como um todo.Conclui-se que o Estado ainda não conseguiu superar a visão de cumprimento de suas obrigações constitucionais senão com políticas de caráter compensatório, deixando de tratar a educação como um direito que, para ser efetivado, necessita de um processo organizativo que tanto fortaleça politicamente a sociedade, quanto eduque e direcione o Estado para instituí-lo. ______________________ EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: PERFIL DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DA GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA NA UFPB Maria Lúcia Gomes da Silva – UFPB Erenildo João Carlos – UFPB Resumo: Este trabalho é o produto de atividades de iniciação à docência no curso de Pedagogia da U.F.P.B. Ele tem o objetivo de mostrar o perfil dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos alunos do Curso de Pedagogia, na área da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Sabemos que com a LDB 9394/96 a EJA tornou-se uma modalidade ensino, que visa atender uma clientela heterogênea e complexa. O que exige um profissional com uma formação específica. Considerando a necessidade desse tipo de educador, o Curso de Pedagogia da UFPB oferece a disciplina Fundamentos da EJA e uma área de aprofundamento em EJA. O TCC é um documento que nos permite verificar os temas, os problemas e referências que têm contribuído na formação do educador da EJA. A fim de conhecer esse processo, analisamos 66 (sessenta e seis) TCCs, escritos no período de 1995 a 2005. Mapeamos e organizamos os temas em categorias para melhor compreensão. O estudo revelou várias facetas da EJA que foram consideradas relevantes, pelos estudantes do Curso de Pedagogia, advindas do contato com a EJA ofertada pelas escolas de João Pessoa e outros municípios da Paraíba. _________________ O PROGRAMA ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA NO CONTEXTO DA DESCENTRALIZAÇÃO DAS RESPONSABILIDADES EDUCACIONAIS DO ESTADO NO PERÍODO 1997 A 2003 ROSÂNGELA MARIA DE OLIVEIRA SILVA – UFRN Resumo: A reforma educacional dos anos de 1990 foi condicionada pelas metas do ajuste fiscal, levando a um deslocamento da fronteira entre as responsabilidades públicas e privadas na promoção da educação de pessoas jovens e adultas. Este artigo tem por objetivo perceber no contexto da descentralização, a gestão do Programa Alfabetização Solidária – PAS no período (1997-2003), frente ao combate sobre o analfabetismo na década de 1990. Trata-se de uma análise qualitativa através de pesquisa bibliográfica – documentos oficiais, relatórios, autores relacionados à conjuntura nacional. A multiplicação de provedores e o estabelecimento de parcerias em promoção da Educação de Jovens e Adultos tornaram-se fenômenos extensos e difusos, fazendo com que por vezes sejam percebidos como processos \”naturais\”. Resulta da redefinição do papel do Estado no financiamento e provisão de serviços sociais básicos, que deixou abertas lacunas, progressivamente ocupadas com agentes sociais diversos. _________________________ VIVENCIANDO A TEORIA E A PRÁTICA DA PEDAGOGIA FREINET NA EJA DEYSE KARLA DE OLIVEIRA MARTINS – UFRN Resumo: Este estudo foi desenvolvido a partir de uma experiência de alfabetização em duas turmas de alfabetização de jovens e adultos. Para o alcance dos objetivos propostos, optamos pelo método qualitativo de pesquisa, através da observação do cotidiano escolar, considerando os atores sociais como sujeitos ativos dos processos histórico, cultural e político. No sentido de colaborar nesse campo de estudo propusemos um referencial teórico-prático que objetiva a dinamização da sala de aula por meio da visão de alfabetização voltada para os usos sociais da leitura e da escrita; da concepção dialógica de Paulo Freire, baseada na própria cultura do aluno e na valorização deste como sujeito ativo da aprendizagem; da proposta pedagógica de Célestin Freinet, da dinamização da sala de aula (princípios da livre expressão), da colaboração, da atividade e do respeito ao ritmo individual, em função do sucesso escolar. Lembramos que Freinet e Freire contribuíram para a conscientização individual, social, cultural e política do educando, mediada pelo processo escolar. _______________________ A REFORMA DO ESTADO, O FORTALECIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL E A CONSTRUÇÃO DE PARCERIAS: REFLEXÕES A PARTIR DO PRONERA/UFC (1998-2002) Sandra Maria Gadelha de Carvalho – UECE Resumo: Este trabalho reflete sobre a construção de parcerias entre os movimentos sociais, instituições governamentais e universidades públicas no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – Pronera, a partir da experiência desenvolvida na Universidade Federal do Ceará – UFC, de 1998 a 2001. Através de pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas aos envolvidos na experiência aborda-se a reforma do Estado brasileiro dos anos 90, o fortalecimento da sociedade civil e as repercussões da conjuntura econômica e política na constituição de parcerias. Conclui-se que, entre as noções de parceria esta experiência pode inserir-se numa perspectiva de fortalecimento da cidadania pela luta ao direito à educação. Todavia, ainda são muitos os desafios que se apresentam na construção de uma relação democrática do aparato estatal e movimentos sociais. ____________________________ GT – 19 EDUCAÇÃO MATEMÁTICA PROFISSIONAIS FAZENDO MATEMÁTICA: O CONHECIMENTO DE NÚMEROS DECIMAIS DE ALUNOS PEDREIROS E MARCENEIROS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Maria José Gomes – UFPE Rute Elizabete de Souza Rosa Borba – UFPE Resumo: Este estudo versa sobre o conhecimento matemático que é construído por alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em seus contextos de trabalho e teve como objetivo investigar os conhecimentos sobre números decimais de alunos da EJA que exercem diferentes profissões. Participaram da pesquisa oito alunos (quatro pedreiros e quatro marceneiros) que apresentaram soluções para 12 questões, envolvendo os conceitos de área e de perímetro inseridos em diferentes contextos (de construção civil, de marcenaria e de agricultura). Os dados foram coletados por meio de entrevistas clínicas piagetianas. Verificamos que a experiência dos pedreiros e marceneiros mostrou-se significativa para a resolução dos problemas e que ocorreu a transferência de conhecimentos de números decimais de contextos familiares para não familiares. Observamos que, ao tentar resolver as situações propostas, alunos buscaram referências na sua experiência profissional e que conseguiram transferir suas estratégias para outras situações diferentes das de seu cotidiano. Evidencia-se, assim, a necessidade de aproveitamento no ensino na EJA de estratégias utilizadas pelos alunos nas suas práticas profissionais. ___________________________ GT – 21 GRUPO DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS E EDUCAÇÃO O ENSINO-APRENDIZAGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA: REFLEXÕES ACERCA DA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES SOCIAIS DOS ALUNOS AFRODESCENDENTES NA EJA Dayse Cabral de Moura – UFPE Resumo: O presente trabalho propõe uma reflexão sobre as relações existentes entre o ensino da língua portuguesa e a construção das identidades sociais dos alunos, enfocando a construção identitária dos(as) alunos(as) afrodescendentes, da Educação de Jovens e Adultos. Identificamos a necessidade de ampliação do universo de pesquisa sobre tal temática, pela grande relevância que possuem no contexto dos estudos afro-brasileiros e no ensino da língua portuguesa, compreendendo esta como uma prática social capaz de promover implicações nos processos identitários dos alunos, bem como, desenvolver novas relações sociais e organizacionais de valores e sistemas de conhecimento. Buscamos, dessa forma, contribuir com o desenvolvimento de investigações sobre os processos de ensino-aprendizagem da língua portuguesa dos alunos da EJA, articulando as práticas educativas à diversidade étnico-racial, à história e à identidade dos(as) afrodescendentes, à realidade socioeconômica e cultural. _______________________ GT – 23 GRUPOS DE ESTUDO GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO; EDUCAÇÃO RURAL E EDUCAÇÃO INDÍGENA AINDA A RAINHA DO LAR? IMPLICAÇÕES DO CASAMENTO E DA MATERNIDADE NA TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNAS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Cristiane Souza de Menezes – UFPB Resumo: O trabalho tem por objetivo analisar as implicações do casamento e da maternidade na trajetória escolar de alunas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola estadual pernambucana. É um recorte de uma pesquisa sobre o processo de escolarização de alunas da EJA. Os instrumentos metodológicos utilizados foram a entrevista biográfica semi-estruturada e a análise documental, complementadas pelo questionário e a observação. Os resultados apontam que fatores ligados ao gênero interferiram na escolarização das alunas. Tendo o casamento como “projeto de vida” elas abandonam a escola na adolescência. Posteriormente, ao retomar os estudos, são frustradas pela oposição do marido/companheiro e pelas atribuições da maternidade. Contudo, como o gênero é uma construção sócio-histórico-cultural, mudanças no interior das famílias constituídas pelas alunas, como a redefinição dos papéis de gênero e da imagem que essas mulheres têm de si, têm contribuído para a sua permanência na escola. _______________________ Juventude rural e projetos de vida: o que a educação tem a dizer sobre isso? Ivan Faria – UEFS Resumo: O presente trabalho se propõe a discutir a participação da escola na construção de projetos de vida entre jovens do meio rural. Para isso, debate a reconfiguração das fronteiras entre o urbano e o rural, na atualidade, com destaque para as tensões presentes na relação educação-trabalho. A opção metodológica é por uma pesquisa qualitativa de inspiração etnográfica. O locus de estudo escolhido foram as comunidades de Santiago do Iguape, Bahia. A região e, sobretudo, seus habitantes mais jovens vivenciam o desafio de conviver com as precariedades do sistema educacional público, ao lado da ausência de políticas que assegurem condições tecnológicas e sociais para o enfretamento da acentuado processo de decadência econômica em curso. Ao final, conclui-se que a educação local ainda não consegue dar respostas aos anseios da juventude, que vivencia de forma acentuada o dilema entre migrar ou permanecer em sua comunidade de origem.

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Trabalhos apresentados no V Encontro em Pesquisa em Educação em AL- V EPEAL

TRABALHOS APRESENTADOS NO V ENCONTRO EM PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS – V EPEAL EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DISCURSOS (RE)VELADORES. Autor: Suele Regina Silva Pinheiro Co- autor: Ana Paula Araújo da Silva ___________________ O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO JUNTO AO CORPO DOCENTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS DA REDE MUNICIPAL Josivania Alencar Santos Fontes (UNEAL) Profa. Divanir Maria de Lima (UNEAL) Resumo O presente trabalho consiste em um projeto de pesquisa que aborta a atuação do coordenador pedagógico (CP). Constitui-se no resultado de reflexões do curso de Pedagogia da UNEAL, aporta-se nas ideias de (Almeida, 2001), (Paro, 2006), (Nóvoa, 2006), (Vasconcellos, 2004), (Freire, 1996), (Placco, 2007), (Gadotti e Romão, 2007) e nas diretrizes legais que sustentam o referido curso. Objetiva analisar o papel do CP frente às funções de agente formador em serviço, articulador dos processos de ensino-aprendizagem, diante do trabalho pedagógico desempenhado pelos docentes. Caracteriza-se como um estudo de caso por prover uma análise em lócus do contexto e dos processos envolvidos na atuação dos CP de duas redes municipais do semi-árido alagoano. Os sujeitos envolvidos serão dois coordenadores pedagógicos da EJA. A coleta de dados se fará por meio de entrevista semi-estruturada e questionário semi-aberto, que serão analisados dialogando com a teoria recorrente. Pretendemos contribuir com esse estudo, para a reflexão acerca de práticas pedagógicas que atendam as especificidades dos sujeitos da EJA. Palavras-chave: Pedagogia – Coordenador Pedagógico – Educação de Jovens e Adultos ___________________________ OS SABERES DOCENTES DO EDUCADOR DO 2º SEGMENTO DA EJA (NÃO DISPÕE DE DADOS NO SITE) __________________________ A (IN) VISIBILIDADE DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO LIVRO DIDÁTICO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Karla de Oliveira Santos – (CEDU/PPGE/UFAL) Resumo Este artigo é um recorte da pesquisa em andamento, A Educação de Jovens e Adultos: desafios e possibilidades curriculares para uma sociedade multicultural. A pesquisa partiu da problemática de compreender a EJA como possuidora de um caráter inter/multicultural, com seus sujeitos marcados de uma diversificada configuração identitária. Nosso objetivo é analisar como as relações étnico-raciais são abordadas, discutidas e problematizadas na EJA, a partir do marco temporal da promulgação da Lei Nº 10.639/2003, do Parecer CNE/CP 03/2004 e da Lei Estadual Nº 6.814/2007 e suas implicações para o currículo oficial, tendo como objeto de análise a coleção de livros didáticos adotada para o segundo segmento dessa modalidade de ensino no município de São Miguel dos Campos, estado de Alagoas. É uma pesquisa de natureza qualitativa, partindo do estudo bibliográfico, da análise documental e de conteúdo como abordagens metodológicas. E da observação, entrevistas semi estruturadas e questionários direcionados para os Técnicos da Secretaria Municipal de Educação, responsáveis pelo departamento da EJA e Professores da referida modalidade, como técnicas instrumentais de coleta de dados. Palavras – chave: Educação de Jovens e Adultos, Relações Étnico-raciais e Livro Didático. ________________________________ OBJETOS DIGITAIS DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: USOS E POSSIBILIDADES Rosana Sarita de Araujo (PPG-UFAL) RESUMO: Este artigo objetiva identificar a incidência de objetos digitais de aprendizagem destinados à Educação de Jovens e Adultos (EJA) alocados no repositório da Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED). Assim sendo, discute a importância do desenvolvimento de objetos virtuais de aprendizagem destinados ao primeiro segmento de EJA, posto esta ser uma modalidade da educação com especificidades diferentes da Educação Básica Regular, pontua alguns critérios a serem contemplados na produção de objetos virtuais de aprendizagem destinados ao primeiro segmento EJA, bem como analisa os pressupostos pedagógicos que embasaram a produção do(s) objeto(s) virtual(ais) de aprendizagens identificados no repositório. Sua base de investigação é alicerçada nos princípios da abordagem quantiqualitativa com a finalidade de fazer um levantamento dos Objetos Digitais de Aprendizagem (ODA) destinados ao primeiro segmento de EJA. PALAVRAS-CHAVE: Mídias na educação; Objetos digitais de aprendizagem; Educação de Jovens e Adultos. ___________________________ A COR DA LIBERDADE ASSISTIDA – (L.A.) UM OLHAR PARA A ABORDAGEM DA EDUCACAO ETNICORRACIAL DE JOVE (NÃO DISPONIVEL) ____________________________ IMPOSSIBILIDADES E LIMITES DA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES ALFABETIZADORES DO PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO: O CASO DO PÓLO DE SANTANA DO IPANEMA Jailson Costa da Silva (UNEAL) Co-autor (a): Divanir Maria de Lima (UNEAL) RESUMO: Este trabalho consiste numa reflexão acerca do significado das práticas de ensino na Alfabetização de Jovens e Adultos, através da análise da formação dos professores alfabetizadores do Programa Brasil Alfabetizado – PBA. A pesquisa, ainda em fase embrionária, parte de uma inquietação enquanto acadêmico e integrante de um grupo de Coordenadores em um Programa de Extensão Universitária no PBA, no Pólo VI – Santana do Ipanema – semi-árido alagoano. Busca uma compreensão acerca das implicações da formação dos professores sobre suas práticas. Aporta-se nas idéias de Albuquerque (2004), Freire (1996), Gadotti (2001), Haddad; Di Pierro (1994), Oliveira (1999), Prada (1995) e Soares (2008), que contribuem para a reflexão sobre a necessidade de uma atuação transformadora da realidade, numa perspectiva de superação da distorção entre as propostas pedagógicas e a formulação de objetivos condizentes com a alfabetização de jovens e adultos. A análise dos dados revela a pouca familiaridade dos alfabetizadores com a elaboração e operacionalização de instrumentos relevantes para alfabetizar satisfatoriamente, demonstrando a ausência de um modelo de formação específico para estes professores. PALAVRAS-CHAVE: Programa Brasil Alfabetizado – Formação de Professores – Práticas Educativas. _______________________ EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E SUA INTERFACE COM A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Manoel Santos da Silva (IFAL) RESUMO Este trabalho percorre por alguns questionamentos sobre a escola como espaço democrático e de confronto de ideias, assim, é a escola um espaço onde precisa manter as relações humanas em processo de discussão. Para isso no desenvolvimento de sua função social de formação do cidadão, deve favorecer o clima de diálogo entre todos que fazem parte da comunidade escolar. A democratização defendida por GADOTTI (2000) por meio de uma educação popular perpassa pela idéia da solidariedade humana, na qual um indivíduo contribui com a educação do outro, havendo reciprocidade em suas práticas. ARANHA (1989), comenta sobre a separação dos alunos por idade. Para LIBÂNEO (1985), a escola funciona como modeladora do comportamento humano. Já para FREITAZ (1980), a escola contribui, pois, de duas formas, para o processo de reprodução da formação social do capitalismo: por um lado reproduzindo as forças produtivas, por outro, as relações de produção existentes. Já a escola autônoma é representada como aquela em que há a participação da comunidade escolar em sua gestão e na construção de sua identidade, sempre direcionando os trabalhos para um eixo central que conduzirá o fazer pedagógico na escola. PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO PROFISSIONAL. ESCOLA. EJA. ___________________________ CONTRIBUIÇÕES DA MÍDIA PARA O ENSINO DE BIOLOGIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA1. Geane Magalhães Monte Salustiano Sandra Regina Paz da Silva RESUMO Este artigo surgiu a partir do interesse e da curiosidade em investigar o uso das mídias nas práticas pedagógicas em aulas de Biologia, e como as mesmas podem ser empregadas de forma a contribuir para aprendizagem de jovens e adultos. O estudo teve como sujeito 50 estudantes da EJA, do ensino médio noturno de uma escola pública no município de Rio Largo/AL. A abordagem metodológica utilizada foi de cunho qualitativo e se deu em três etapas: a primeira consistiu em uma caracterização através de um levantamento feito a partir de um questionário. Este questionário teve como objetivo identificar as mídias que os alunos tinham acesso no seu dia a dia, assim como as que mais gostariam de utilizar em sala de aula. Outra finalidade foi a de contribuir com o processo de assimilação e apropriação do conhecimento. Na segunda etapa foi selecionado pelos estudantes o computador como a mídia a ser utilizada como recurso pedagógico no processo de ensino e aprendizagem em aulas de genética e evolução da vida. A terceira e última etapa se caracterizou pela realização de um questionário sobre as contribuições da mídia para o ensino de Biologia na percepção dos educandos. As análises do estudo levaram a compreender que o uso da mídia, se constitui como mediadora entre o sujeito e o objeto do conhecimento, tornando-se uma ferramenta indispensável no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo, significativamente, na melhoria da compreensão dos conceitos em relação aos conteúdos trabalhados em sala de aula. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem de biologia, mídias, educação de jovens e adultos. ______________________________________ RESSIGNIFICANDO A PRODUÇÃO TEXTUAL EM/NA SALA DE EJA Maria Juliana da Silva Universidade Federal de Alagoas – UFAL RESUMO: Este artigo apresenta resultados parciais de experiências empíricas baseadas em análises abordadas por FREITAS, MOURA e KOCH, I. V, em seus estudos sobre: O Livro Didático na sala de aula de educação de jovens e adultos e o texto e a construção de sentidos. Tais práticas foram analisadas a partir de observações e interferências numa sala de EJA de 1º segmento, 3º etapa de uma escola da rede Estadual de ensino, que buscou analisar a inter-relação do sujeito trabalhador e estudante da EJA com os múltiplos sentidos, significados e ressignificados dados ao texto e a produção textual utilizadas em sala, se contrapondo a uma mera decodificação textual. Levando em consideração como o professor/mediador utiliza os gêneros textuais a fim de proporcionar uma total produção de sentido ao que o aluno produz, valorizando assim o contexto no qual esse sujeito está inserido, e não usar o texto tão somente como pretexto para fazer uso da gramática pela gramática. Palavras-chave: Produção textual; Ressignificados; Produção de sentido. ___________________________ GESTÃO ESCOLAR E EJA: UM OLHAR NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE MACEIÓ/AL Javan Sami Araújo dos Santos (CEDU-UFAL) Elicláudia Nunes de Lima (CEDU-UFAL) Edna Cristina do Prado (CEDU-UFAL) RESUMO O presente trabalho é parte de estudos bibliográficos e documentais, visitas, observações e entrevista com os seguintes segmentos escolares: Equipe gestora, professores e alunos, tendo como objetivo relatar as análises da pesquisa na iniciação científica, concernente à gestão democrática relacionada à Educação de Jovens e Adultos (EJA), em uma escola da Rede Pública Municipal de Maceió-AL. Partindo desta temática: Gestão e EJA, o desenvolvimento da pesquisa visou esclarecer como a EJA vem sendo tratada pela equipe gestora da referida instituição de ensino. Esta por sua vez, desdobrou-se em especificidades como: a análise documental do Projeto Político Pedagógico (PPP) e a participação dos Jovens e Adultos nas Instâncias Colegiadas (Conselho Escolar e Grêmio). Os estudos de Paro, 1996; Lück, 2002; Cury, 2000; Pazetto; Whittman, 1999, entre outros foram consultados como referencial teórico para subsidiar a análise, uma vez que, ao contrário da visão restrita e burocratizada de administração escolar, afirmam que a gestão escolar deve passar a ser compreendida como mecanismo coletivo de tomada de decisões pelos diversos atores sociais que compõem o cenário escolar. Palavras-chave: Gestão Escolar – Educação de Jovens e Adultos – Projeto Político Pedagógico. ________________________________ ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES PARA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Jane Marinho da Silva (PPGE/UFAL) Resumo O presente artigo é fruto de um estudo inicial sobre a formação de professores para Educação de Jovens e Adultos. O interesse pelo tema partiu de experiências adquiridas no Mestrado em Educação Brasileira, na disciplina Educação Brasileira. Nessa disciplina foi apresentado um seminário intitulado: “Educação de Jovens e Adultos: contexto histórico, políticas educacionais e as perspectivas atuais desta modalidade de ensino”. A partir das discussões apresentadas no seminário nasceu a vontade de estudar a formação docente para EJA. Foram realizadas algumas pesquisas em fontes literárias: Arroyo (2006), Candau (1998), Freire (1996), Libâneo (1998), etc. Como também em fontes documentais como: Constituição Brasileira de 1988, LDB 9394/96, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, e nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso em Pedagogia. O estudo visou apreender como deve ser tratada a formação do profissional da EJA. Neste sentido, o objetivo desse texto é apresentar algumas ponderações inicias sobre a questão da formação deste profissional. Assim, será exibido como essa preparação vem sendo realizada e a concepção de formação defendida nesse artigo. Palavras-chave: Educação. EJA. Formação de professor para EJA. _________________________ A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DO PROEJA: IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA Ruth Malafaia Pereira (IFPE – PPGE/MINTER/UFAl) RESUMO Este artigo pretende traçar, brevemente, as mudanças ocorridas no perfil docente e para isso faremos uma reflexão da formação deste profissional observando a trajetória histórica e a questão legal. Utilizaremos como referencial teórico, BRASIL, (2006), BRASIL, (2007), MACHADO, (2010), SAVIANI, (2005), entre outros. O enfoque desta investigação será o docente atuante no PROEJA. O PROEJA é um Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de Jovens e Adultos que apresenta um campo de conhecimento com peculiaridades e lógicas de aprendizagem, por tanto requer uma formação específica de seus docentes. Neste contexto uma análise reflexiva da formação docente e as implicações na prática pedagógica se faz necessária e nos remete a uma indagação significativa: Que contribuição a formação docente específica traz para o desenvolvimento das práticas pedagógicas do professor do PROEJA? A partir de conversas informais durante reuniões pedagógicas é apresentado que a formação de professores do PROEJA ainda é uma área que necessita de um maior investimento do poder público e das instituições de ensino. Palavra–chave: Proeja; Prática Pedagógica – Formação do Professor. ___________________________ DESCOBRINDO A CIDADANIA ATRAVÊS DAS MÍDIAS EDUCATIVAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Jaqueline Leite Vaz de Barros – UFAL Maria Auxiliadora da Silva Cavalcante – UFAL RESUMO: O artigo descreve um relato da execução prática do projeto de integração de mídias na escola, com uma reflexão teórica da experiência realizada. O projeto didático foi executado numa Escola da Rede Pública Municipal de Maceió, nas turmas de EJA com alunos(as) na faixa etária entre 22 à 58 anos. O objetivo geral foi: Ampliar com os recursos midiáticos o conhecimento dos alunos sobre os direitos que eles possuem como cidadãos. A experiência foi realizada em um semestre, em 2 aulas por semana onde as observações eram registradas no diário de campo. Adotamos os pensamentos de Freire (1997) para dar sustentação epistemológica à proposta da EJA e abordamos as mídias como ferramentas necessárias para mediar à aprendizagem. Os resultados demonstram que os recursos midiáticos favoreceram a compreensão dos conhecimentos relativos à cidadania e direitos humanos. PALAVRAS-CHAVES: Mídias na Educação; Educação de Jovens e Adultos; Cidadania; Direitos Humanos. __________________________ A MORALIDADE SERTANEJA NA ESCOLARIZAÇÃO DE IDOSOS (1920-1930) Larissa dos Santos Estevão (UFAL) Aline Neyde de Lima Paz (UFAL) Resumo Na intenção de aprofundar a história da educação rural do Estado de Alagoas, com base em relatos de idosos alagoanos nascidos entre as décadas de 1920 e 1930, este texto apresenta traços da educação rural e sua moralidade no depoimento de idosos para compreender mais especificamente como se associavam a educação moral sertaneja na escolarização a ela destinada. Do ponto de vista metodológico foi utilizada a História Oral com base nos estudos de Thompson (1992), Bosi (1994) e Jucá (2003). A opção por esta forma de pesquisa se deu por tratar-se de um grupo social de idosos acima de 80 anos pertencente à zona rural, de pouca visibilidade social, em geral, esquecidos pela história escrita. Este estudo revela que as noções de escola vão sendo alteradas na medida em que esta se encontra próxima ou distante de casa, com as relações familiares mais rígidas ou mais frouxas, com as condições financeiras mais favoráveis ou não. Ora a escola se apresenta como lugar de fuga do trabalho da roça, ora como lugar de redenção ou mesmo como um espaço estranho onde apenas era frequentada por obrigação, o que reforça uma das passagens da obra a Infância (1998) do romancista alagoano Graciliano Ramos. Palavras – chave: Moralidade – Escola rural – Memória ____________________________ O QUE PENSAM OS PROFESSORES QUE ATUAM EM CURSOS DO PROEJA: ALGUMAS REFLEXÕES Rosely Maria Conrado (IFPE – PPGE/MINTER/UFAL) Georgia Sobreira dos Santos Cêa (PPGE/UFAL) Resumo: O artigo aborda o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), destacando a compreensão que professores vêm construindo sobre ele. Busca-se, numa perspectiva dialética, identificar contradições e antagonismos entre a proposição oficial do Programa e a forma como os professores o compreendem. Inicialmente, são apresentados momentos históricos da formação profissional e da educação de jovens e adultos (EJA) no Brasil, até a criação do PROEJA, que teve as escolas da rede federal de educação tecnológica como primeiro espaço do programa. Após, a partir da realidade de um instituto federal vinculado a esta rede, são apresentados dados sobre a compreensão de professores que atuam em cursos do PROEJA, com base em questionários semiestruturados. A análise dos dados demonstra que existem dificuldades na implementação do PROEJA e que há uma distância entre a fundamentação expressa nos documentos oficiais e a compreensão que os professores têm sobre o mesmo. O artigo pretende mostrar que o respeito às impressões dos professores pode ajudar as equipes de governo e os profissionais que atuam em escolas que oferecem cursos do PROEJA a seguirem adiante com a proposta, atuando sobre determinados aspectos que merecem um tratamento político e pedagógico mais incisivo. Palavras-chave: PROEJA; instituto federal de educação; professores do PROEJA. ________________________________ AS RELAÇÕES DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Deiseane Louise Santos Oliveira – (PPGE/UFAL) Resumo A preocupação com a temática surgiu a partir de uma prática interventiva em que atuei como bolsista de iniciação científica durante uma pesquisa1 em uma escola da rede pública municipal de Maceió, com uma turma de pós-alfabetização, da 3ª fase do 1° Segmento do Ensino Fundamental de EJA. Após essa pesquisa, onde trabalhamos sobre o papel da mulher no mercado de trabalho e o posicionamento desses sujeitos em relação à temática surgiu uma inquietação em analisar as relações de gêneros nas práticas pedagógicas do 1º segmento da EJA À luz da Pedagogia do Oprimido de Freire, partindo do problema central se as relações de gênero entre esses educandos podem ser explicadas através das relações opressor-oprimido explicitadas por Freire (2007) ao analisar a sociedade brasileira. Palavras – chave: Educação de Jovens e adultos; Relações de Gênero, Opressor- Oprimido. ______________________________ O PERFIL DOS SUJEITOS ALUNOS DA 1ª TURMA DO PROEJA ARTESANATO IF AL, CAMPUS – MACEIO ( não consta mais dados no site) ___________________________________ A IMPOSSIBILIDADE DE SER JOVEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: O OLHAR DO LIVRO DIDÁTICO (LD) DE CIÊNCIAS SOCIAIS Divanir Maria de Lima (UNEAL-UFAL) Marinaide Lima de Queiroz Freitas (UFAL) RESUMO O texto enfoca a construção das juventudes buscando as representações do ser jovem nos diversos momentos históricos e analisa a representação dessas juventudes a partir do olhar do LD da EJA. Constitui-se um recorte da pesquisa de Mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Alagoas. O processo metodológico é de natureza qualitativa e utiliza a Análise de Conteúdo de uma das unidades do LD de Ciências Sociais buscando perceber qual o tratamento dado as juventudes na EJA. Aporta-se nos estudos de Spósito (1992, 2003), Carrano(2003),Dayrell(2007),Bardin(2009),entre outros. As evidências iniciais demonstram que o LD, tratando das juventudes, as concebe etariamente, aportando-se no paradigma da cronologização das idades. Considera os jovens como sujeitos que vivem um processo de transição entre o mundo da infância e o mundo adulto, o que impossibilita a existência das juventudes reais na EJA, validando que, na escola, o jovem é tão somente aluno/estudante, negando sua condição de jovem, sua identidade juvenil, suas formas de se constituir jovem na Educação de Jovens e Adultos. Palavras-Chave: Juventudes – Educação de Jovens e Adultos – Livro Didático ___________________________________ DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL DE JOVENS E ADULTOS Ginaldi Ferro da Silva – UNIT Joel Stphan Rocha de Aquino – UNIT Fernando Silvio C. Pimentel – UFAL/UNIT RESUMO: Tendo em vista o controle exercido pelo livro didático e devido à carência de material apropriado para a Educação de Jovens e Adultos, os alunos são duplamente prejudicados, uma vez que, as atividades desenvolvidas não têm significado para eles, sendo tratados como crianças. No ensino da matemática deste seguimento, apresenta-se também a questão do “medo” da disciplina e da metodologia utilizada pelo professor. A pesquisa originou-se a partir de estudos realizados na disciplina Estágio I e II, como parte do Curso de Matemática ofertado pela Universidade Tiradentes/EAD e buscou analisar os diferentes métodos utilizados entre os professores de EJA no ensino da matemática que facilitam a aprendizagem, bem como compreender as dificuldades destes alunos na aprendizagem. A coleta de dados realizou-se em uma escola da rede publica estadual. Foi realizado levantamento das dificuldades dos alunos de EJA com a matemática. Se escolheu o estudo de caso como procedimento, buscando compreender o fenômeno e encontrar as principais contradições do processo de ensino da matemática a partir de um método dialético. A pesquisa qualitativo, que deu origem a este artigo seguiu um encadeamento metodológico de levantamento e análise bibliográfica, coleta de dados, tabulação e análise dos dados obtidos. Concluiu-se que as dificuldades na aprendizagem são muito profundas e envolvem desde a chegada do aluno na escola, passando pelo medo da disciplina matemática e a metodologia das aulas. PALAVRAS-CHAVE: Matemática, Dificuldades na aprendizagem, Educação de jovens e adultos _______________________________ ANALFABETISMO FEMINININO EM ALAGOAS: O PODER DO DESEJO Roberta Cassiano Peixoto (UFAL) Elione Maria Nogueira Diógenes (UFAL) RESUMO Neste artigo trazemos uma discussão sobre o lugar social da mulher alagoana no início do século XX. O cenário da economia alagoana não destoava muito do que acontecia na maior parte do território brasileiro, ou seja, a economia era agro-exportadora. Numa tal condição econômica, a mulher se limitava ao mundo do patriarcalismo, tendo o acesso à educação amputado. Segundo Nunes (2010), “A educação estaria voltada para a formação de líderes e cidadãos educados, ou seja, para o serviço à sociedade”. É sobre esta situação da mulher no cenário alagoano que discutimos aqui. Em outras palavras, através da memória de senhoras idosas trazemos de permeio a vida e o desejo de viver dessas mulheres. Numa sociedade, onde, determinados padrões de comportamento são estipulados diferencialmente, os valores da mulher são resumidos em submissão e aceitação. com o referido trabalho, chegamos a seguinte conclusão: ser analfabeta nas primeiras décadas do século XX em Alagoas não era uma situação de sorte ou fado e sim de determinação social e histórica. Palavras-chave: Educação Feminina, Sociedade, Analfabetismo. _____________________________ ENSINAR E APRENDER GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Edna Telma Fonseca e Silva Vilar (UFAL) RESUMO Por que ensinar e aprender Geografia na Educação de Jovens e Adultos? Qual/is o/os sentido/os da educação geográfica para alunos/as trabalhadores? Quais temáticas socioespaciais são mais significativas para os educandos/as da EJA? Com quais materiais didáticos podem ser abordadas? Estas questões são discutidas neste artigo, dialogando-se com professoras que atuam em uma escola pública municipal em Maceió/AL e com pesquisas que discutem o ensino de Geografia na EJA focalizando práticas (MARTINS, 2006); análise de propostas curriculares e materiais didáticos (SANTOS, 2008), a „função alfabetizadora da Geografia‟ (PEREZ, 2005); as contribuições dos conceitos geográficos para a leitura e compreensão do mundo (BOGO & STEIN, 2008). Referencia-se em (FREIRE, 2005) e SANTOS (2004) para discutir os sentidos do ensinar e aprender conhecimentos geográficos com os jovens e adultos, sugerindo-se que tais conhecimentos podem contribuir para a construção de uma nova cidadania a ser vivida no âmbito da escola, da cidade e em outras escalas geográficas, em que os diversos modos de habitar dos sujeitos possam ser conhecidos e discutidos, desencadeando modos de atuar no espaço geográfico. PALAVRAS-CHAVE: Educação geográfica – Educação de Jovens e Adultos – Materiais didáticos ___________________________ GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EJA: INDÍCIOS DE SUA POSSIBILIDADE NA OBRA PEDAGOGIA DA AUTONOMIA E NOS DOCUMENTOS RESULTANTES DA V E VI CONFINTEA s. Márcia Suely de Oliveira Araújo (UFAL) RESUMO O presente artigo apresenta indícios da possibilidade de uma Gestão Democrática na Educação de Jovens e Adultos presentes na obra Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, bem como nos documentos resultantes da V CONFINTEA intitulado “Declaração de Hamburgo – Agenda para o futuro” e da VI CONFINTEA denominado como “Marco de Belém”. Este estudo faz parte de uma pesquisa de mestrado em fase inicial cujos dados são bibliográficos. O encontro com os indícios da Gestão Democrática como possibilidade para a EJA presentes nesta obra e nestes documentos parte de um olhar sensível instigado pelas discussões efetuadas na Disciplina Fundamentos da Educação de Jovens e Adultos do Mestrado em Educação Brasileira da Universidade Federal de Alagoas realizada no primeiro semestre do ano de 2010. Faz-se importante ressaltar que a EJA aqui é observada dentro da realidade alagoana com suas peculiaridades e já é pensada para além de uma modalidade específica de ensino, pois consideramos, como prevê a VI CONFINTEA, que a educação se dá ao longo da vida. PALAVRAS-CHAVE: Gestão Democrática; EJA; Pedagogia da Autonomia; CONFINTEA V e VI. _________________________________ O PLANEJAMENTO ESCOLAR NO COMBATE À EVASÃO NO ENSINO NOTURNO: UM ESTUDO A PARTIR DA REALIDADE DO MUNICÍPIO DE TEOTÔNIO VILELA- AL Alda Maria da Silva – UFAL Fernando Silvio Cavalcante Pimentel – UFAL Resumo: Ao longo da história, uma modalidade de ensino seria esquecida pelos órgãos governamentais e assim sendo, seria posta à margem da sociedade. Este artigo destaca os motivos pelos quais ocorre, a cada ano, um alto índice de evasão no ensino noturno da Educação de Jovens e Adultos que dificulta a permanecia do aluno na escola. Para alguns estudiosos o índice de evasão escolar é explicado como uma falta de capacidade da escola de constituir um universo escolar socializado, participativo e interativo, pelo contrário, o modelo educativo escolar é seletivo e fragmentário nas atividades educativas. Sendo um estudo de caso realizado no Município de Teotônio Vilela, Alagoas, a pesquisa parte dessas idéias, questionando a relevância do planejamento como item que pode contribuir para redução da evasão escolar, procurando através de um estudo especifico solucionar esse problema tão presente e que nos aflige a cada ano letivo. Palavras-chave: evasão, planejamento, EJA __________________________ LEITURA NA EJA: ENFOQUE NOS GÊNEROS TEXTUAIS Tatiana Karla Dionísio Menezes (UFAL) Valdilene Cardoso de Barros (UFAL) Marinaide Lima de Queiroz Freitas (UFAL) RESUMO Neste artigo apresentamos os resultados parciais de análises das observações de aulas de leitura realizadas em uma turma de pós-alfabetização de jovens e adultos, em uma escola pública estadual. O foco de investigação centrou-se na formação de leitores a partir da utilização dos gêneros textuais. Este estudo faz parte da pesquisa PIBIC-UFAL-CNPq A leitura na educação de jovens e adultos e a formação de leitores. Parte das seguintes indagações: Qual o lugar dos gêneros textuais nas aulas de leitura? Como o(a) professor(a) da EJA trabalha esses gêneros em sala de aula, considerando suas funções e os aspectos comunicativos e interacionais? Utilizamos o método de pesquisa qualitativo-interpretativo, baseado em estudo de caso. Na fundamentação teórica utilizamos: Bajar (1994), Koch (2007), Koch e Elias (2006), Marcuschi (2008), Soares (2003) e Silva (1999). O resultado desta investigação nos apontou que a professora observada, ainda possui uma visão limitada sobre a prática de leitura, uma vez que prioriza a leitura em voz alta, bem como, apresenta dificuldade em trabalhar aspectos linguísticos e estruturais que os gêneros textuais trazem, utiliza-os basicamente, como pretexto para realização de atividades gramaticais. Palavras-chave: Leitura – Gêneros textuais – Educação de Jovens e Adultos. _________________________ O PERFIL DO ALUNO PROJOVEM URBANO NÚCLEO 20 DA CIDADE DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS – AL E SUA RELAÇÃO COM A MATEMÁTICA Jucinete Pereira dos Santos (UNEAL) Lauro Lopes Pereira Neto (UNEAL) RESUMO Este trabalho tem como objetivo apresentar o perfil dos jovens que estudam no Projovem Urbano, núcleo 20, da cidade de Palmeira dos Índios – AL visando entender os problemas vivenciados por eles para continuarem os estudos e entender qual a relação destes com a matemática, uma vez que muitos a utilizam constantemente nas ações diárias e de trabalho. Foram aplicados questionários contendo perguntas de razão sócio – econômicas, culturais e questionamentos sobre a importância e utilidade da matemática na vida deles. Palavras-chaves: Aprendizagem, Jovens, Transposição Didática, Matemática.

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Atualizações e notícias versão 1

Produção Alagoana – Trabalhos de Alunos/Professores no Congresso Acadêmico de 2009

Levantamento realizado por Elisângela Silva de Jesus

CONGRESSO ACADÊMICO 2009
TRABALHOS APRESENTADOS
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ORIENTAÇÃO SEVUAL NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: PERSPECTIVAS E DESAFIOS.
PRISCILA SIBELLY SILVA MUNIZ
ANA PAULA ARAÚJO DA SILVA
SUELE REGINA SILVA PINHEIRO
MARIA HELENA FERREIRA PASTOR CRUZ

Este trabalho é resultado da necessidade que normalmente os jovens encontram ao longo da vida escolar, em aceitar ou mesmo compreender as mudanças ocorridas com o corpo. Em se tratando do trabalho com jovens e adultos, por mais que essas mudanças já tenham ocorrido, ficam as marcas da falta de informação e os questionamentos quanto a essas mudanças e como viver a sexualidade de forma natural, saudável e com responsabilidade.

Palavras-Chave: Orientação Sexual; Educação de Jovens e Adultos e Responsabilidade e saúde.

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EXPERIÊNCIAS: BUSCANDO OBSERVAR OS SABERES DOS ALUNOS DO 1º SEGMENTO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
MONYQUE KELLY MOURA SILVA
EDJANE DA SILVA FEITOSA

O trabalho apresentado irá ressaltar a educação de jovens e adultos (EJA) em relação aos conhecimentos dos sujeitos desta modalidade e a forma como os educadores desta área ministram suas aulas citando algumas observações realizadas a salas de aula que comportam alunos que estão cursando o 1º segmento desta educação. Estas observações irão frisar alguns casos de infantilização do ensino da EJA por parte dos educadores. No decorrer do escrito encontra-se informações a respeito da cultura dos alunos e sua importância para o processo de ensino e aprendizagem. Esses saberes partem das suas experiências e do seu meio social que apresenta diferentes costumes, hábitos e valores. Trazendo ainda informações a respeito de como de fato deve ocorrer o processo educativo e como os professores devem ministrar suas aulas, levando em consideração as especificidades culturais de cada aluno e a dialogicidade citada por Paulo Freire.

Palavras-Chave: observação; saberes e discentes.

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A EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS: UM DIREITO SILENCIADO.
KARLA DE OLIVEIRA SANTOS

O presente trabalho objetiva trazer a discussão do direito à educação para os jovens e adultos,almejando propor o reconhecimento do direito à educação para os jovens e adultos, não de forma compensatória e aligeirada ,mas como um direito que não pode mais ser protelado e silenciado, precisa ser garantido. A educação de jovens e adultos, como um direito não-dado, mas arrancado do chão, não pode mais escapar das mãos dos que por ele têm despendido a vida (PAIVA, 2006).

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos; Direito e Educação/Escolarização
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A CONTRIBUIÇÃO DA CULTURA ANTROPOLÓGICA NO PROCESSO DE SUPERAÇÃO DA PERCEPÇÃO INGÊNUA À CONSCIENTIZAÇÃO DOS SUJEITOS DA EJA
DALVA DE OLIVEIRA COSTA PEREIRA

Em Educação como Prática da Liberdade, especificamente no capitulo IV Freire relata sua atuação como coordenador do Projeto de Educação de Adultos responsável pela criação de duas instituições de educação e de cultura popular: o Circulo de Cultura e o Centro de Cultura em Recife nos idos de l960, período que antecedeu o Estado ditatorial, impetrado pelos militares e elite conservadora brasileira. Esse momento histórico, memorável foi marcado por intensa mobilização popular de postura antiimperialista, com a participação dos trabalhadores rurais organizados via Ligas Camponesas, dos trabalhadores urbanos através dos sindicatos. Esses atores sociais realizaram mobilizações grevistas, campanhas contra a desnacionalização da economia, em defesa da democratização e das reformas de base; num contexto favorecido pela ambigüidade de um governo nacional populista. (MENDONÇA, 2001 p. 18-19). Neste cenário, evidencia-se a presença do Movimento de Educação Popular (MEP), o qual representou uma grande mobilização democratizadora da cultura já registrado pela história brasileira. Este movimento foi Idealizado pelos intelectuais: artistas, universitários e políticos brasileiros, que desenvolveram uma ação político educativa com a população adulta não alfabetizada, objetivando promover o acesso efetivo desses sujeitos na vida cultural e política do país. O referido movimento contribuiu também com o resgate e valorização da cultura autenticamente nacional e foi formado por diferentes grupos de ação político pedagógica: o Centro Popular de Cultura criado pela (UNE), Ação Popular, partido político ligado a Ação Católica, o Movimento de Educação de Base criado pela (CNBB), o Movimento de Cultura Popular de Recife e a Campanha de Pé no Chão Também se aprende a Ler ambos coordenados por Paulo Freire. (BRANDÃO, 2002, p. 31).
Palavras-Chave: Cultura antropológica; Educação e Movimento de educação popular.

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A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO CONTEXTO DA DIVERSIDADE: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA UM CURRÍCULO MULTICULTURAL.
KARLA DE OLIVEIRA SANTOS
EDNA CRISTINA DO PRADO

A Educação de jovens e adultos é detentora de uma grande diversidade, são escalas de valores, comportamentos, atitudes, culturas e saberes, devendo-se abrir condições de incorporação da pluralidade de seus sujeitos no currículo escolar, que em muitas vezes é desvalorizado e desrespeitado pelo currículo oficial Há uma emergência, em se discutir o papel da educação e do currículo na formação de futuras gerações, nos valores de apreciação à diversidade cultural e desafio a preconceitos a ela relacionados, obtendo um olhar crítico para os sujeitos da EJA, compreendendo sua complexidade e sua diversidade sociocultural.

Palavras-Chave: educação de jovens e adultos; diversidade e currículo.
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A DIVERSIDADE CULTURAL DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A FORMAÇÃO DE UM CURRÍCULO MULTICULTURAL
KARLA DE OLIVEIRA SANTOS
EDNA CRISTINA DO PRADO

É mister compreender a Educação de Jovens e Adultos-EJA em uma perspectiva intercultural, reconhecendo a diferença como riqueza humana e potencializadora de enriquecimento pessoal e social. O desafio está na formação de um currículo multicultural que atenda à essa multiplicidade, obtendo um olhar crítico para os sujeitos da EJA, compreendendo sua complexidade e suas especificidades.

Palavras-Chave: educação de jovens e adultos; currículo multicultural e diferença.

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SINGULARIDADES EM MANUSCRITOS DE ALUNOS DE EJA: DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE RUPTURAS EM SINTAGMAS NOMINAIS
EUDES DA SILVA SANTOS
EDUARDO CALIL

O nosso trabalho tem como objetivo analisar rupturas sintáticas em manuscritos de alunos recém-alfabetizados, de uma turma do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola pública de Maceió – AL. Esses manuscritos foram escritos a partir de propostas de produção de textos em dupla, inseridas em um projeto didático sobre “contos de assombração”, desenvolvido pela professora junto a seus 24 alunos, durante o ano letivo de 2006. Recolhemos 198 manuscritos, compostos por reescritas, histórias inventadas e descrições de personagens de assombração. Sobre esse corpus identificamos aqueles enunciados que apresentavam rupturas sintáticas singulares (CALIL, 2004). Assumindo o quadro teórico aberto por Lemos (1997, 1998, 2002, 2006a e 2006b) considerando os processos metafóricos e metonímicos como motor do funcionamento lingüístico-discursivo, iremos descrever e analisar as manifestações daqueles enunciados que trazem rupturas na cadeia sintagmática, particularmente aquelas que incidem sobre a estrutura do sintagma nominal. Nossos resultados indicam que a emergência dessas rupturas está relacionada tanto ao funcionamento equívoco da língua (MILNER, 1987) quanto ao que Lemos define como 2ª posição subjetiva, em que há uma preponderância do pólo da língua, iniciada pelo amálgama e cruzamento de estruturas lingüísticas que rompem com o estabilizado, com o previsível e diante do qual o sujeito (scriptor) não tem “escuta”, não reconhecendo no que escreveu qualquer estranhamento. Apesar de suas manifestações nesses manuscritos escolares serem em pequeno número, característica inclusive daquilo que pode ser interpretado como singular, eles contribuem para o fortalecimento da hipótese de que existe captura do sujeito pela língua, colocando-o sob os efeitos das múltiplas e indeterminadas relações entre as formas significantes
Palavras-Chave: Manuscrito; singularidade e ruptura

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TECENDO ALGUMAS REFLEXÕES EM BUSCA DE UM CURRÍCULO MULTICULTURAL PARA A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
KARLA DE OLIVEIRA SANTOS

O ensaio parte da inquietação de considerar os educandos da Educação de Jovens e Adultos sujeitos multiculturais, mas infelizmente essas questões são tratadas de forma folclórica ou exótica, não dando visibilidade nas práticas curriculares. O currículo torna-se um território a ser contestado,onde estão implicadas relações de poder, categórico para o processo de formação de subjetividades sociais. Nosso objetivo é trazer algumas reflexões e argumentações acerca da formação de um currículo multicultural para a EJA, partindo do cenário de constituição da(s) diversidade(s) cultural (s) e do currículo como protagonista dessa tessitura.

Palavras-Chave: educação de jovens e adultos; currículo e multiculturalidade.

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PEDAGOGIA DA TELE-SALA: PROPOSTA DE DISSOLUÇÃO DA EJA
ANDRÉIA GIORDANNA ARAÚJO DA SILVA
ANA MARIA GAMA FLORENCIO

As políticas neoliberais adotadas pelos governos brasileiros nos anos de 1980 e 1990 e a influência das agências credoras internacionais, no encaminhamento das diretrizes e ações internas, na perspectiva de “otimização” e redução dos gastos públicos, resultaram em reformas estruturais e administrativas no âmbito educacional. A prioridade escolar restringiu-se à expansão e universalização do Ensino Fundamental. Para a oferta das outras modalidades da Educação Básica, que não foram contempladas no FUNDEF, os estados e municípios foram forçados a criar fontes de financiamento e ações pedagógicas alternativas (FONSECA, 1998). Em 1995, o MEC faz uma chamada aos Estados, reivindicando medidas de correção de fluxo escolar. Coagidos a cumprir com a obrigatoriedade e angariar fundos para oferta do Ensino Médio da EJA, os Estados acabam optando pela integração no Programa de Aceleração da Aprendizagem ou pela utilização de recursos da alienação de bens públicos, ou seja, uso dos fundos produzidos pela privatização de estatais. Com um elevado índice de jovens e adultos “retraídos” no processo de escolarização e um reduzido potencial de financiamento educacional, os estados e municípios buscam nas parcerias a saída para a implantação de projetos e programas de EJA, apresentando-se a “pedagogia da tele-sala” como uma forma “barata”, imediata e extensiva de promoção de escolaridade às pessoas jovens e adultas. O uso do termo “pedagogia da tele-sala”, como referência aos projetos educativos que se utilizam do aporte político-pedagógico do Telecurso 2000, nos parece pertinente, devido ao seu caráter formativo diretivo: qualificar para o mercado de trabalho formal e pela a amplitude de incorporação do produto Telecurso 2000, nas práticas pedagógicas da secretarias estaduais e municipais de educação, no Brasil. Como ação pedagógica, ou seja, ensino sistemático e objetivado, o Telecurso 2000, vai caracterizar-se, segundo um estudo realizado por Tatiana Wendorff (2004) sobre “as representações acerca do trabalhador”, projetadas na tele-aulas, como um mecanismo de instrução para atuação mercado flexível.

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos; Ensino Médio e Políticas Públicas.

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A(S) DIVERSIDADE(S) CULTURAL(IS) NO LIVRO DIDÁTICO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
DEISEANE LOUISE SANTOS OLIVEIRA

A preocupação com a temática parte das inquietações do grupo de pesquisa, no qual estamos inseridos, vinculando-se a necessidade de dar continuidade e amplitude a outras investigações em curso, voltando-se o olhar epistemológico para as práticas de letramento escolar desenvolvidas por alunos e professoras. Os sujeitos dessas práticas apresentam diversidades socioculturais as mais variadas e complexas. Estão inseridos em um Estado nordestino caracterizado pelas extremas desigualdades econômico-sociais, exclusões perversas, desemprego estrutural, hierarquias que provocam a exploração, dominação e subordinação. A investigação, alvo do presente relatório, continuou tentando responder a questão que permeia a pesquisa ao longo desses três últimos anos: Como as diversidades sócioculturais dos alunos do 1º Segmento do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos são tratadas nos gêneros textuais contidos nos LD? No primeiro semestre foi realizada a investigação de campo através de observações das práticas de letramento em uma classe de 3ª fase do 1º segmento do ensino fundamental de EJA em uma escola pública da rede municipal em um bairro da periferia de Maceió pertencente a Secretaria de Educação do Município de Maceió – SEMED. As observações confirmaram a inquietação do grupo de pesquisa, considerando que os materiais didáticos utilizados pela professora fugiam da realidade dos alunos, uma vez que esta os utilizava apenas como pretexto para trabalhar leitura e interpretação voltadas ao estudo dos aspectos gramaticais. Identificou-se que na ausência do LD as aulas se resumiam também em leitura e interpretação de outros textos, ao invés de abordar as maiores dificuldades apontados pelos alunos, tais como: Produção de texto; leitura e interpretação de textos de forma reflexiva; discussões sobre assuntos políticos, econômicos, socioculturais da atualidade que tanto os alunos vivenciam como forma de conscientização e esclarecimento da realidade. Concluída a primeira

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos; Práticas de Letramento e Gêneros Textuais.
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESVELANDO DISCURSOS, BUSCANDO CAMINHOS
ANA PAULA ARAUJO DA SILVA

Este projeto integra o grupo de pesquisa Políticas Públicas, e Discurso que compõe a linha de pesquisa História e Política da Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação do CEDU, da Universidade Federal de Alagoas. Tem por objetivo dar continuidade a uma investigação acerca das políticas públicas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no Estado de Alagoas, mediante análise dos discursos dos professores, considerando as marcas que evidenciam sua formação, o lugar social de onde falam e como veem o aluno trabalhador. O referido estudo se propõe a contribuir para o desenvolvimento de uma prática pedagógica eficaz, na perspectiva do aluno trabalhador, uma vez que, segundo a proposta curricular do MEC, “a quase totalidade dos alunos desses programas, incluídos os adolescentes, são trabalhadores”. Nossa pretensão, através do presente projeto, é averiguar até que ponto os discursos dos professores se dão na direção de formar os alunos como cidadãos transformadores na e da sociedade onde se inserem, ou revelam-se preconceituosos e excludentes. Assim sendo, o citado projeto pretende mapear e analisar os processos de significação correntes nos citados discursos, buscando as condições de produção que os sustentam e dão lugar a práticas que, na maioria das vezes, não contribuem para a inserção desses alunos no mundo do trabalho, mediante o domínio de “instrumentos básicos da cultura letrada, que lhes permitam melhor compreender e atuar no mundo em que vivem”. (MEC, 2000, p.24)

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos; Políticas Públicas e Discurso.
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESVELANDO DISCURSOS, BUSCANDO CAMINHOS
SUELE REGINA SILVA PINHEIRO

Pensar a Educação de Jovens e Adultos é uma missão árdua, e que implica a necessidade de ter seu reconhecimento tão intensificado quanto às demais modalidades de ensino da educação. Ao longo do desenvolvimento do projeto, nos debruçamos sobre uma gama de conhecimentos para além dos encontrados nos estudos bibliográficos, uma vez que, o confronto com a realidade, tanto de alunos, como de professores da EJA, nos foi possibilitado a partir das constantes visitas à escolas da rede estadual de ensino. Essa experiência permitiu-nos um olhar diferenciado acerca dos estudantes-trabalhadores; mais que um olhar humanizado sobre eles, permitiu-nos a revelação, ainda que muitas vezes silenciosa, de homens e mulheres fadados ao conformismo, de jovens descontentes com o tipo de educação que acessam, seja esse descontentamento expresso pelos olhares apáticos lançados ao vazio. O projeto versou alternativas de luta para a transformação da realidade, e teve como objetivo contribuir para a formação continuada ao educador de EJA, visando à consequente melhora da qualidade na educação do estudante-trabalhador. Nesse sentido, a prática de produções textuais, os encontros na escola, bem como o registro de seus discursos acerca da EJA possibilitou certa intimidade a ponto de proporcionar discussões para a transformação conjunta do cenário educacional, superando os limites do não-conhecimento pedagógico, para uma práxis contemplativa dos direitos do estudante da EJA.

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos; Políticas Públicas e Discurso.

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Produção Alagoana – Trabalhos de Alunos/Professores no Congresso Acadêmico de 2008

Levantamento realizado por Elisângela Silva de Jesus

CONGRESSO ACADÊMICO 2008

TRABALHOS APRESENTADOS
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O USO DO TEATRO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO PARA JOVENS E ADULTOS PORTADORAS DA SINDROME DE DOWN
LUIS GUSTAV ENDERS DE ALBUQUERQUE
EVANDSON DOS SANTOS LOPES MARINHO
DAVID COSTA LOPES
CAIO RODRIGO MOURA SANTOS
VERILSON TARGINO NAVARRO FILHO
JOSE JAMERSON TELES CHAGAS
JOSE GIVANILDO DOS SANTOS
HUGO MONTEIRO FERREIRA

O presente trabalho analisa a importância de utilizarmos estratégias metodológicas acertadas para o ensino da Biologia destinado a crianças e jovens. Aqui, apresentamos o uso das artes cênicas, teatro de fantoches e teatro tradicional, para o trabalho pedagógico em sala de aula. Ao longo da experiência, percebemos que os alunos e as alunas, envolvidos no experimento, puderam refletir sobre o tema, e puderam compreender de modo adequado o conteúdo da aula. Foi possível perceber que o lúdico, quando bem utilizado em sala de aula, poderá ajudar ao professor de Biologia na condução correta de sua aula. Nesse sentido, é que evidenciamos a importância de um planejamento de ensino coerente com propostas metodológicas voltadas para a ludicidade. O professor de Biologia que utilizar, em suas aulas, estratégias metodológicas pautadas numa compreensão de educação pós-moderna, certamente também terá entendido que o planejamento de ensino deverá ser flexível e contextual.

Palavras-Chave: Educação especial; Estratégias metodológicas e Sindrome de Down.

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EDUCAÇAÕ DE JOVENS E ADULTOS: DESVELANDO DISCURSO, BUSCANDO CAMINHOS

SUELE REGINA SILVA PINHEIRO
ANA MARIA GAMA FLORENCIO

Este projeto integra a linha de pesquisa História e Política da Educação, do Programa de Pós-graduação do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas e tem como objetivo dar continuidade a investigações realizadas no âmbito das políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos. Nessa perspectiva, direcionamos nosso olhar aos professores de EJA, no sentido de analisar os discursos desses profissionais, no que se refere a sua atuação nessa modalidade de ensino e seu olhar para o aluno trabalhador. Para tanto, colocam-se algumas questões para as quais buscassem respostas ao longo desse trabalho: Qual a concepção de EJA que os professores tem? Qual a matriz pedagógica que lhe dar sustentação? Como os professores vêem seus alunos em suas condições sócio-históricos? Para responder a essas questões empreenderemos um percurso

que se caracteriza por constantes idas e vindas por caminhos convergentes – o da Educação, da história e do discurso. Partindo do pressuposto que todo discurso é idelógico, portanto tem por objetivo o convencimento cuja finalidade é conduzir seus interlocutores à adesão de suas propostas, pretendemos, nessa pesquisa, analisar de que lugar social falam aos sujeitos e como esses lugar reflete em suas práticas. Estudaremos o discurso e sua materialidade significante historicamente produzida -o texto- problematizando sentidos que o atrevessam e dão sustentação ao discurso institucional.

Palavras-Chave: Educação; EJA e Discurso

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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESVELANDO DISCURSO, BUSCANDO CAMINHOS
ANA PAULA ARAUJO DA SILVA
MARIA DO SOCORRO AGUIAR DE OLIVEIRA CAVALCANTE

Este projeto integra a linha de pesquisa História e Política da Educação, do Programa de Pós-graduação do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas e tem como objetivo dar continuidade a investigações realizadas no âmbito das políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos. Nessa perspectiva, direcionamos nosso olhar aos professores de EJA, no sentido de analisar os discursos desses profissionais, no que se refere a sua atuação nessa modalidade de ensino e seu olhar para o aluno trabalhador. Para tanto, colocam-se algumas questões para as quais buscam-se respostas ao longo desse trabalho: Qual a concepção de EJA que os professores têm? Qual a matriz pedagógica que lhe dá sustentação? Como os professores vêem seus alunos em suas condições sócio-históricas? Para responder a essas questões empreenderemos um percurso que se caracteriza por constantes idas e vindas por caminhos convergentes – o da educação, da história e do discurso. Partindo do pressuposto que todo discurso é ideológico, portanto tem por objetivo o convencimento cuja finalidade é conduzir seus interlocutores à adesão de suas propostas, pretendemos, nessa pesquisa, analisar de que lugar social falam os sujeitos e como esse lugar reflete em suas práticas. Estudaremos o discurso e sua materialidade significante historicamente produzida – o texto – problematizando sentidos que o atravessem e dão sustentação ao discurso institucional.

Palavras-Chave: Educação; EJA e Discurso.

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AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
ANA MARIA DOS SANTOS GUIMARAES
BEATRIZ PAES DE ARAUJO SILVA
CAROLINA CARNEIRO BARBOSA
EMANUELLE SOARES DE MELO
RAFAELLA MORAES DE BARROS
NADJA NAIRA AGUIAR RIBEIRO

Este projeto de pesquisa tem como preocupação analisar a escrita dos alunos do 1º segmento do Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos – EJA, recortando como unidade de análise privilegiada a questão do erro. Sendo assim, a pesquisa se inscreve numa reflexão lingüística apoiada pelo quadro teórico de De Lemos (1982, 1986, 1992a 1992b,1995 1996), que trouxe para a Aquisição de Linguagem a possibilidade de olhar a relação do sujeito com a linguagem na perspectiva de uma estruturação. A pesquisa elege como ponto de investigação para a questão do erro, o modo como o/a professor/a corrige as produções escritas dos alunos, levanto-se os seguintes questionamentos: qual a concepção que os professores de EJA têm de erro? Que tipo de intervenção eles fazem nos textos dos alunos? Que tipo de erro os professores consideram como corrigíveis? Na tentativa de dar conta desses questionamentos, toma-se como objetivos específicos: identificar a concepção de erro dos professores de EJA; verificar de que modo os professores intervêm na escrita dos alunos, no momento da correção; analisar os tipos de erros que aparecem nos textos dos alunos.Supõe-se nesta pesquisa que, em virtude de não se ter dado um tratamento teórico-metodológico, o erro parece estar vinculado somente à questão ortográfica ou mesmo à retórica de um “erro construtivo”, sem que se possa disso tirar conseqüências. Daí que a preocupação é interpretar o erro na perspectiva de um funcionamento lingüístico-discursivo. Ou seja, um funcionamento que é próprio da ordem da língua afetando o falante tanto na oralidade, como na escrita. Esses textos, elaborados em sala de aula, serão recolhidos após a correção do/a professor/a da turma, para interpretação dos dados. Considerando a falta de estudos e pesquisas acerca do erro nas produções escritas dos alunos do 1º segmento do Ensino Fundamental de EJA , assume-se aqui o compromisso de possibilitar, aos professores desta modalidade, um outro olhar para o erro, assim como o uso de um procedimento metodológico de intervenção que não torne a escrita dos alunos de Eja num texto meramente escolar.

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CONTRIBUIÇÕES DE UM IDOSO ANALFABETO PARA A MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA – PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

VIVIANE LIMA DE ANDRADE

Este trabalho tem a intenção de expor resultados referentes à memória de um idoso analfabeto aos 89 anos, o qual atualmente vive no abrigo São Vicente de Paulo, localizado em Maceió. Estudo este resultado de um trabalho desenvolvido no curso de Pedagogia, no primeiro semestre de 2008, na Universidade Federal de Alagoas. O propósito deste trabalho era contrapor a memória educacional do idoso do inicio do século XX, com o que se tem da história escrita da educação brasileira. Em relação ao que foi indagado, tentamos abordar o seu contexto histórico, acerca dos os motivos pelos os quais ele não estudou e as repercussões da ausência das letras na vida de um idoso. Ele relata que aprendeu com a educação da vida, realizou enumeras viagens às quais lhe proporcionaram grande aprendizado. Isto nos leva a crer, que idosos iletrados não lamentam o fato de não terem estudado. Tive a oportunidade de ouvir um relato de um homem feliz, de bem com a vida, a quem a escola não lhe fez falta.

Palavras-Chave: Idoso; memória educacional e Analfabetismo.

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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO EM MACEIÓ.

NILZETE SOUZA SILVA DE LIMA
MARINAIDE LIMA DE QUEIROZ FREITAS

Este artigo apresenta um recorte da minha pesquisa de mestrado que trata de um estudo comparativo das campanhas de alfabetização de adultos e de jovens e adultos, realizadas no município de Maceió, nos anos de 1967 a 1985, denominadas Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), e o Programa Brasil Alfabetizado, implantado em alguns estados do Brasil, em 2003, e, em Maceió, no ano de 2004 até os dias atuais. Para tanto, faz-se uma breve abordagem histórica sobre a EJA no Brasil, no intuito de situar os leitores na temática, e apontam-se algumas reflexões sobre o programa Brasil Alfabetizado, a partir de análise documental das resoluções do referido programa. Nesse relato histórico da EJA, de modo geral, aqui no Brasil, a partir do ano de 1990, será observado a estrutura do Programa Brasil Alfabetizado – PBA, em Maceió, analisando-se as concepções de alfabetização e a continuidade dos estudos. A pesquisa é do tipo qualitativa, pois discutirá aspectos subjetivos que subsidiarão um entendimento a respeito de como está sendo conduzido o PBA de 2004 até os dias atuais em Maceió. Para este estudo, foram definidos os lócus: Secretarias de Educação do Estado de Alagoas e do Município de Maceió.

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos ; Alfabetização e Analfabetismo.

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DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

NAILA LINS DA SILVA
MARIA AUXILIDORA DA SILVA CAVALCANTE

Este estudo é parte da monografia intitulada “A Influência de Fenômenos de Variação Lingüística no Processo de Aprendizagem da Ortografia na Educação De Jovens E Adultos”, orientada pela Professora Auxiliadora Cavalcante, que investigou a influência de fenômenos de variação lingüística sobre o processo de letramento e alfabetização de jovens e adultos do Programa Alfabetização Solidária (PAS), em Alagoas, sobretudo no que diz respeito às dificuldades em relação à escrita de palavras. Para tanto, utilizou-se uma amostra constituída de textos escritos, produzidos por 20 ex-alfabetizandos do PAS, de ambos os sexos, maiores de 15 anos, trabalhadores de diversas profissões, residentes nas zonas rural e urbana dos municípios alagoanos de União dos Palmares e Viçosa. Para fundamentar a pesquisa foram utilizadas duas abordagens teóricas: uma oriunda da sociolingüística variacionista; e outra advinda dos conhecimentos produzidos por vários pesquisadores sobre o processo de alfabetização, letramento e aprendizagem da língua materna. Os resultados demonstram que os casos mais freqüentes de variação que interferem no aprendizado da ortografia referem-se à supressão do /R/ medial e final, bem como o alteamento da vogal /E/ para /I/. Os casos encontrados não podem ser considerados como específicos dos textos produzidos por aprendizes jovens e adultos em fase inicial, já que podem ser encontrados em textos de alunos em fases mais adiantadas da aquisição da linguagem e de faixa etárias diferentes.

Palavras-Chave: variação linguística; ortografia e EJA.

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O LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS NAS CAMPANHAS TEMPORÁRIAS DE ALFABETIZAÇÃO: O QUE MUDOU EM 60 ANOS?
SIMONE DA SILVA

O presente artigo discute o tema analfabetismo no Brasil como sendo um problema que foi e continua sendo de grandes proporções, sobretudo no que se refere ao público jovem e adulto, formado por pessoas com 15 anos ou mais de idade. Este estudo expõe as aproximações e distanciamento entre as campanhas temporárias de alfabetização, como: Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos – CEAA (1947) o Programa Alfabetização Solidária – PAS (1996) e o atual Programa Brasil Alfabetizado (2003) mostrando o que mudou e o que permanece igual depois de mais de 60 décadas que a CEAA foi instituída em 1947. Com isso, está exposto nesse artigo as principais características dessas campanhas, mostrando as limitações na formação dos sujeitos envolvidos, incluindo portanto os níveis de letramento adquirido nesse processo. Este estudo foi originado a partir de uma pesquisa bibliográfica na qual foram consultados pesquisadores como: PAIVA, 2003; SOARESa, 2004; SOARESb, 2000; MOURA (2002, 2005); RIBEIRO, 2001; ALBUQUERQUE, 2004 entre outros e alguns endereços eletrônicos, bem como em nossa experiência adquirida através do envolvimento direto com a última campanha citada que nos subsidiou nessa reflexão a fim de discutirmos e conhecemos o letramento dos sujeitos envolvidos nas campanhas temporárias de alfabetização de Jovens e adultos.
Palavras-Chave: Campanhas temporárias de alfabetização ; Letramento e Jovens e Adultos.

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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES CURRICULARES PARA UMA SOCIEDADE MULTICULTURAL
KARLA DE OLIVEIRA SANTOS

O Brasil possui uma rica diversidade de culturas, que muitas vezes não é percebida como riqueza humana, culminando em atitudes discriminatórias, preconceituosas, xenófobas e em desigualdades sociais. Neste cenário de transformação pelo qual o mundo vive, a educação e a cultura se entrelaçam e assumem um diálogo com a realidade política e cultural. Temos conhecimento de que a relação entre a educação e a cultura é uma problemática complexa pelo fato de existir uma riqueza infinita de grupos étnicos e multiculturais envolvidos nos processos educativos, mas que servem para provocar novos olhares e a construção de uma abordagem educativa crítica que incorpore novos aspectos em suas formulações, problematizando as relações raciais que permeiam a sociedade brasileira. E obtendo um olhar crítico para os sujeitos da EJA, compreendendo sua complexidade e sua diversidade sociocultural. Diante de tudo, fazemos os seguintes questionamentos: De que forma as questões de raça e etnia estão sendo discutidas e problematizadas na EJA?E como os sujeitos se percebem e correspondem às questões étnico-raciais?

Palavras-Chave: racismo; currículo e educação de jovens e adultos
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PERSPECTIVAS DE IMAGEM CORPORAL DO SEXO OPOSTO DE ADOLESCENTES E ADULTOS JOVENS DA CIDADE DE MACEIÓ
EDUARDO LUIS LOPES MONTENEGRO
RAFAEL AYRES MONTENEGRO

A imagem corporal é a figura do próprio corpo que formamos em nossa mente, ou seja, o modo pelo qual o corpo se apresenta para nós ou como o vivenciamos (Cordás, Castilho, 1994 Apud Adami,2005). Já Slade (1988 Apud Adami,2005), refere-se a uma ilustração de tamanho, imagem e forma do corpo, expressando sentimentos relacionados a essas características, bem como as partes que o constituem, resultando numa descrição das representações internas da estrutura corporal e da aparência física (Cash,1990). A busca incessante por uma melhor aparência física e exigências padrão de corpo do sexo oposto vem crescendo nas sociedades atuais, principalmente entre adolescentes e adultos jovens. Essa faixa etária vem sendo alvo de implicações e influências fortemente impostas pela mídia e sociedade que supervaloriza à prática do exercício corporal e a busca por corpos saudáveis e atléticos a todo custo, para Novaes, 2001, isto compõe-se em um fenômeno mais significativo do que a própria satisfação econômica, afetiva ou profissional. O objetivo da pesquisa foi identificar e analisar as perspectivas de imagem corporal do sexo oposto de adolescentes e adultos jovens da cidade de Maceió. A amostra foi composta por 22 indivíduos (14 masculino e 08 feminino) com idade média de 18,5±1,4, praticantes de atividades físicas em academias. Para verificação da imagem corporal ideal do sexo oposto foi utilizada a escala proposta por Stunkard et al,1983. O conjunto de silhuetas era mostrado aos indivíduos e realizadas a seguinte pergunta: Qual silhueta do sexo oposto você considera como ideal? Os dados foram analisados pelos princípios da estatística descritiva. Os resultados encontrados referentes às perspectivas de imagem corporal do sexo oposto elegido por homens e mulheres de acordo com a Escala de Stunkard et.al 1983, foram respectivamente a silhueta 2,72 ±0,47 e a silhueta 3,2 ±0,64. Pode-se concluir que as exigências de padrão corporal ideal do sexo oposto para homens requerem mulheres de biótipo corporal magro com curvas lineares e acentuadas, com baixo percentual de gordura. Para mulheres, as exigências de padrão corporal ideal do sexo oposto requerem homens com biótipos corporais com predominância de massa muscular magra e baixo percentual de gordura.

Palavras-Chave: Imagem Corporal; Biótipo Corporal e Atividade Física.

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A PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA MODALIDADE DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
ONOFRE MITCHELL TALBERG DE CARVALHO

Trata-se de uma pesquisa em andamento, cujo objetivo è verificar a prática pedagógica do professor de Educação Física da 1ª CRE de Maceió, no ensino de Jovens e Adultos e seus condicionantes em termos de planejamento, Conteúdos, Metodologia e avaliação da aprendizagem. É uma pesquisa qualitativa, de cunho descritivo, pois procura abranger aspectos gerais e amplos de um contexto social.Foi aplicada um entrevista com cada um dos professores, sendo gravado para a melhor análise, além da observação das aulas.A população de Pesquisa é de professores de Educação Física que lecionam na Educação de Jovens e Adultos, na 1ª CRE. Quanto a amostra foi de 3(três) professores, sendo 1(um) por escola.

Palavras-Chave: Educação de Jovens e Adultos; Educação Física e Prática Pedagógica.

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UMA HISTÓRIA DE LEITURA: A FORMAÇÃO DA PROFESSORA-ALFABETIZADORA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, SEUS EVENTOS E SUAS PRÁTICAS

REGINA MARIA DE OLIVEIRA BRASILEIRO
MARIA AUXILIADORA DA SILVA CAVALCANTE

Este trabalho é o resultado de uma pesquisa realizada no Mestrado em Educação Brasileira do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas, tendo como objetivo analisar os eventos e as práticas de leitura vivenciados pelas professoras-alfabetizadoras da educação de jovens e adultos, a partir de suas histórias de escolarização e experiências de leitura, que contribuíram para sua formação enquanto leitoras. Fundamenta-se em Guedes-Pinto (2002), Batista (1998), Britto (1998), Marcuschi (2001, 2003), Soares (2002, 2003), entre outros. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que tem como instrumentos de investigação o questionário e a entrevista semi-estruturada. Os resultados mostram que as professoras-alfabetizadoras de EJA vivenciaram diferentes eventos e práticas de leitura que contribuíram para a sua formação enquanto leitoras. A maioria desses eventos foi proporcionado pelas agências de letramento escola e família. As práticas de leitura dessas professoras, em sua maioria, são restritas aos livros didáticos. Conclui-se que os eventos e as práticas de leitura vivenciados pelas professoras fizeram com que elas se tornassem “leitoras-escolares”.

Palavras-Chave: Eventos e Práticas de Leitura; Formação de Professores e Educação de Jovens e Adultos.

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Resolução CEE/AL Nº 18/2002-CEE

RESOLUÇÃO CEE/AL Nº 18/2002-CEE

EMENTA: Regulamenta a Educação de Jovens e Adultos no âmbito do Sistema Estadual de Ensino de Alagoas e dá outras providências.
Apresentada pelas CÂMARAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL & ENSINO MÉDIO, a partir de proposta feita pelas entidades que compõe o FORUM ALAGOANO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS e relatada pela CONSELHEIRA MARIA GORETE RODRIGUES DE AMORIM LOPES.

O PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições legais, com fundamento na Constituição Federal e na Lei n.º 9.394/96, na Resolução CNE/CEB n.º 11/2000 e considerando os termos do Parecer n.º 013/2002-CEE/AL , aprovado em Sessão Plenária de 21/05/2002,

RESOLVE:

Capítulo I
Das Disposições Preliminares

Art. 1º – A organização e o funcionamento do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, na modalidade Educação de Jovens e Adultos – EJA, a serem oferecidos pelas unidades escolares do Sistema Estadual de Ensino de Alagoas, ficarão sujeitos às normas desta Resolução.

Art. 2º – A Educação de Jovens e Adultos destina-se àqueles que não tiveram acesso à escola ou nela não puderam permanecer até a conclusão do Ensino Fundamental e/ou Médio, com interrupção da continuidade da sua escolarização regular no tempo adequado.
Parágrafo único – A oferta desta modalidade de ensino pelo poder público será obrigatória e gratuita, conforme o nível de responsabilidade de Estado e Municípios, definido pela Lei nº 9.394/96.

Art. 3º – O Ensino Fundamental e o Ensino Médio, na modalidade Educação de Jovens e Adultos organizar-se-ão de forma flexível, adequando-se às necessidades de alunos e alunas que deles necessitem, nos termos do Art. 23 da Lei n.º 9.394/96, e poderão ser ofertados de forma presencial ou na modalidade a distância.

§ 1º – A Educação de Jovens e Adultos, presencial, com avaliação no processo, será ofertada pelo poder público e, facultativamente, por instituições privadas de ensino, mediante avaliação dos órgãos competentes do Sistema Estadual de Ensino e credenciamento e autorização de funcionamento, conforme o caso, pelo Conselho Estadual de Educação.

§ 2º – A Educação de Jovens e Adultos na modalidade a distância será ofertada pelo poder público e, facultativamente, por instituições privadas de ensino, mediante avaliação dos órgãos competentes do Sistema Estadual de Ensino, e segundo normas de credenciamento e autorização específicos para essa modalidade.

§ 3º – A inobservância do prescrito neste artigo implicará a imediata suspensão, em qualquer instância, da apreciação do processo de Credenciamento da instituição e/ou de Autorização do curso para funcionamento de EJA, com responsabilização criminal dos responsáveis, ficando a instituição impedida de apresentar nova solicitação, relativa à Educação de Jovens e Adultos, por um período de no mínimo 06 (seis) meses.

Art. 4º – Só poderão ofertar etapas da Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos aquelas instituições já credenciadas para ofertarem a mesma etapa de forma presencial e regular e com cursos presenciais e regulares já devidamente reconhecidos.

Parágrafo único – As redes públicas de ensino poderão criar instituições específicas para ofertar Educação de Jovens e Adultos, articulando equipes técnicas e infra – estrutura com funções formativas para a rede de ensino.

Art. 5º – A realização de Exames Supletivos será de exclusiva competência do poder público estadual, podendo o Conselho Estadual de Educação autorizar o poder público municipal a realizá-lo, em caráter excepcional e mediante avaliação das condições de realização, sempre com supervisão da Secretaria de Estado da Educação.

§ 1º – A realização de Exames Supletivos pelo poder público municipal estará restrita ao Ensino Fundamental.

§ 2º – Os exames Supletivos, realizados por qualquer uma das instâncias definidas neste artigo, serão gratuitos para aqueles que a eles se submeterem.

§ 3º – Os Exames Supletivos serão realizados de forma contínua e periódica, devendo o poder público estadual ofertá-los, ao menos, com periodicidade semestral.

Art. 6º – Os professores que atuam na Educação de Jovens e Adultos deverão possuir a habilitação adequada a cada etapa e componente curricular, segundo exigências da legislação nacional e, ainda, preparação específica para a modalidade, sob a forma de processos de formação continuada e/ou pós-graduação.

Parágrafo único – Cabe às mantenedoras das instituições que ofertam a modalidade Educação de Jovens e Adultos promover a formação dos seus docentes, de modo a contemplar as especificidades do trabalho educativo nessa modalidade.

Capítulo II
Da Organização do currículo e do trabalho escolar na Educação de Jovens e Adultos

Art. 7º – A organização curricular da Educação de Jovens e Adultos, nas etapas de Ensino Fundamental e do Ensino Médio, pautar-se-á pelos artigos 26, 27, 32, 33, 34, 35 e 36 da LDB – Lei n.º 9.394/96, pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (Resolução CEB/CNE n.º 01/2000 e Parecer n.º 11/2000), pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (Resolução CEB/CNE n.º 02/98 e Parecer n.º 04/98) , pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Resolução CEB/CNE n.º 03/98 e Parecer n.º 15/98) e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Especial ( Resolução CEB/CNE n° 002/2001 e Parecer nº 17/2001) respectivamente, pelo Parecer n.º 013/2002 – CEE/AL e pelas normas estabelecidas nesta Resolução.

Art. 8º – A Educação de Jovens e Adultos, na etapa do Ensino Fundamental, presencial, com avaliação no processo, será ofertada de forma flexível, com organização adequada às características do público alvo, obedecendo aos seguintes parâmetros mínimos de carga horária:

I – 1º SEGMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL – correspondente aos quatro primeiros anos de escolaridade – mínimo de 1.600 horas;

II – 2º SEGMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL – correspondente ao período do quinto ao oitavo ano de escolaridade – mínimo de 1.600 horas.
Parágrafo único – Os alunos participantes dos Cursos na modalidade Educação de Jovens e Adultos podem avançar nas suas trajetórias de estudos próprios e diferenciados, mediante avaliação e reclassificação.

Art. 9º – A Educação de Jovens e Adultos, na etapa do Ensino Médio, presencial, com avaliação no processo, será ofertada de forma flexível, com organização adequada às características do público-alvo obedecendo à carga horária mínima de 1.200 horas.

Art. 10 – A hora a que esta Resolução se refere no Art. 9º segue as orientações do Conselho Nacional de Educação, através do Parecer 05/97 CEB/CNE de 07/05/1997, que determina contabilização da hora de 60 (sessenta) minutos para cálculo do conjunto das atividades de aula desenvolvidas com os alunos, embora o módulo – aula escolhido pela instituição escolar possa ser diferente.

Art. 11 – A instituição escolar responsável pela oferta de EJA apresentará, em sua Proposta Pedagógica, de forma detalhada, a fundamentação e a operacionalização da distribuição dos componentes curriculares, priorizando a articulação da base comum com os aspectos da vida cidadã e os princípios pedagógicos da interdisciplinaridade e contextualização dos conhecimentos, de modo a que constem, no mínimo, estudos sobre as seguintes áreas do conhecimento:

I – NO ENSINO FUNDAMENTAL:

a) Para o 1º Segmento:

– ÁREAS : – Linguagem, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Artes e Educação Física ) , sendo esta última de oferta facultativa para o aluno no turno noturno;

– Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias ( Matemática e Ciências);

– Ciências Humanas e suas Tecnologias ( História, Geografia).
b) Para o 2º Segmento:

– ÁREAS: – Linguagem, Códigos e suas Tecnologias ( Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna , Artes e Educação Física), sendo esta última de oferta facultativa para o aluno no turno noturno;

– Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias ( Matemática e Ciências );

– Ciências da Humanas e suas Tecnologias (Geografia, História ).

II – NO ENSINO MÉDIO:

– ÁREAS: – Linguagem, Códigos e suas Tecnologias ( Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna , Artes e Educação Física), sendo esta última de oferta facultativa para o aluno no turno noturno;

– Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias ( Matemática , Física, Química e Biologia );

– Ciências Humanas e suas Tecnologias (Geografia, História, Fundamentos Sócio-Filosóficos ).
Parágrafo único – Propostas pedagógicas que estruturem experências curriculares inovadoras, serão submetidas à aprovação do Conselho Estadual de Educação que as analisará com base no atendimento dos princípios da educação nacional, explicitados no Art. 3º da LDB – 9.394/96.

Art. 12 – A matrícula dos alunos na Educação de Jovens e Adultos, presencial, com avaliação no processo, somente poderá ocorrer no Ensino Fundamental, após 15 anos completos, e no Ensino Médio, após 18 anos completos.

Art. 13 – A matrícula no 2º Segmento do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, estará condicionada à apresentação de documento que comprove estudos anteriores.
Parágrafo único – O candidato à matrícula que não possuir o documento citado no “caput” deste artigo deverá ser avaliado pela instituição de ensino que, após comprovar os conhecimentos adquiridos, poderá efetuar sua matrícula na etapa adequada, nos termos das normas emitidas pelo Sistema Estadual de Ensino para aplicação da alínea c, inciso II, do Art. 24 da LDB – Lei n.º 9.394/96.

Art. 14 – Nas etapas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio presenciais será obrigatória a freqüência mínima do aluno de 75% do total da carga horária de cada etapa ou módulo.

Art. 15 – O aproveitamento de estudos obtidos por meios formais ou informais nas etapas do Ensino Fundamental, assim como do Ensino Médio, presenciais, será realizado mediante a classificação do aluno para qualquer uma das etapas, fases ou períodos, com a exigência de cumprir, no mínimo, 75% de freqüência na etapa para a qual foi classificado, bem como o total de carga horária das demais etapas para a conclusão do nível de ensino, conforme a Proposta Pedagógica e Regimento Escolar devidamente aprovados e em vigência na escola, podendo o aproveitamento de estudos ser de dois tipos:

I – Os estudos formais, mediante a apresentação de documentos comprobatórios de escolaridade;

II – Os estudos informais, mediante a avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato que permita sua matrícula em uma das etapas do ensino de jovens e adultos.

Parágrafo único – Não será permitido o aproveitamento de estudos
realizados na modalidade semi – presencial e nos exames, para o ensino presencial.

Capítulo III
Dos Exames Supletivos

Art. 16 – Os Exames Supletivos, de responsabilidade do Sistema Estadual de Ensino, destinam-se, principalmente, aos sujeitos que interromperam sua Educação Básica ao longo da vida e que buscam sua conclusão por meio da validação, por parte do poder público, de estudos informais, através da
aferição de conhecimentos, competências e habilidades básicas.

§ 1º – A validação de estudos de que se trata o “caput” deste artigo será atestada mediante certificado de aprovação em Exames Supletivos, emitido pelo Poder Público Estadual, que comprovará escolarização do Ensino Fundamental e/ou Ensino Médio, conforme o caso.

§ 2º – A realização de Exames Supletivos será de exclusiva competência do poder público estadual, podendo o Conselho Estadual de Educação autorizar o poder público municipal a realizá-lo, em caráter excepcional e mediante avaliação das condições de realização, sempre com supervisão da Secretaria de Estado da Educação.

§ 3º – A realização de Exames Supletivos pelo poder público municipal estará restrita ao Ensino Fundamental.

§ 4º – Os Exames Supletivos, realizados por qualquer uma das instâncias definidas neste artigo, serão sempre gratuitos para aqueles que a eles se submeterem.

§ 5º – Os Exames Supletivos serão realizados de forma contínua e periódica, devendo o poder público estadual ofertá-los, ao menos, com periodicidade semestral.

Art. 17 – Somente poderão submeter-se aos Exames Supletivos:

I – Para o Ensino Fundamental, os candidatos maiores de 15 (quinze) anos.

II – Para o Ensino Médio, os maiores de 18 (dezoito) anos.

§ 1º – Para habilitar-se à inscrição para os Exames Supletivos do Ensino Médio, o candidato deverá comprovar, no ato da inscrição, a certificação de conclusão do Ensino Fundamental, obtida na modalidade regular ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos, inclusive a obtida em exames supletivos.

§ 2º – Excepcionalmente, poderão ser aceitas inscrições aos Exames Supletivos em disciplinas isoladas de alunos concluintes do 8º ano do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio quando estes tiveram sido reprovados em componentes curriculares que correspondam até ao máximo de 35% (trinta e cinco por cento) da carga horária cursada na última etapa ou série do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, realizado de forma regular ou presencial.

§ 3º – Na situação exposta no parágrafo anterior, a certificação dos resultados dos Exames Supletivos, emitida pela autoridade pública competente, será anexada á documentação escolar do aluno em sua unidade de ensino de origem, para compor sua avaliação de rendimento escolar, cabendo à escola emitir o certificado final de conclusão de Ensino Fundamental ou de Ensino Médio, segundo o caso, conforme a sua organização curricular.

Art. 18 – Somente serão realizados Exames Supletivos em caráter especial, após avaliação e parecer do Conselho Estadual de Educação, nos seguintes casos excepcionais.

I – Candidatos aprovados em exame vestibular para ingresso em Curso Superior que não lograram aprovação em disciplina(s) do 3º (terceiro) ano do Ensino Médio;

II – Candidatos aprovados em concurso para admissão em cargos públicos ou aprovados em seleção pública para empregos com necessidades de comprovar conclusão em Ensino Fundamental e em Ensino Médio que apresentem pendência em disciplina(s) para conclusão dessas etapas de ensino.
Parágrafo único – Em qualquer das hipóteses de que se trata o “caput” deste artigo, os candidatos deverão comprovar os requisitos para prestação de Exames Supletivos, inclusive no que se refere às idades mínimas exigidas.

Art. 19 – Na oferta dos Exames Supletivos, deverá ser observado o disposto no Art. 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – n.º 9.394/96 e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e Ensino Médio, abordando as seguintes áreas do conhecimento:

I – No Ensino Fundamental, serão organizados testes que abordem saberes e competências relativos a:

a) Língua Portuguesa;

b) Língua Estrangeira;

c) Matemática;

d) Geografia;

e) História;

f) Ciências;

g) Artes.

II – No Ensino Médio, deverão ser contemplados saberes e competências relativos a:

a) Língua Portuguesa;

b) Língua Estrangeira;

c) Matemática;

d) Geografia;

e) História;

f) Física;

g) Química;

h) Biologia;

i) Artes;

j) Fundamentos de Sociologia e Filosofia.

§ 1º – Os conteúdos das áreas do conhecimento que compões a Base Nacional Comum do Ensino Fundamental serão aferidos de forma integrada aos aspectos da vida cidadã, de sorte a identificar domínio de conceitos essenciais, fenômenos, processos, sistemas, operações, habilidades e valores indispensáveis ao exercício da cidadania plena.

§ 2º – Os conteúdos das áreas do conhecimento que compõem a Base Nacional Comum do Ensino Médio serão aferidos de forma interdisciplinar e contextualizada, de sorte a identificar a aquisição de princípios e fundamentos científico – tecnológicos que presidem a produção moderna, a construção de conhecimentos significativos sobre o mundo físico e natural e sobre a realidade política e social, o desenvolvimento de habilidades que expressem autonomia intelectual, pensamento crítico e valores indispensáveis ao exercício da cidadania plena no Estado Democrático de Direito.

§ 3º – Entre os testes de conhecimentos para o Ensino Fundamental e Ensino Médio terá de haver uma prova de redação obrigatória, que poderá compreender temática relativa às demais áreas do conhecimento, e, desta forma, ser considerada na avaliação de mais de uma área do conhecimento.

Art. 20 – A emissão dos certificados de aprovação nos Exames Supletivos e as declarações de aprovação parcial em uma área do conhecimento serão de competência exclusiva da Secretaria de Estado da Educação.

Art. 21 – O poder público expedirá Edital de realização dos Exames Supletivos, com divulgação de datas, horários, locais de realização das provas, prazos e locais de inscrição, exigências a serem cumpridas pelos candidatos, prazos de divulgação de resultados.

Parágrafo único – Os editais de Exames Supletivos deverão ser amplamente divulgados, tanto por instrumentos oficiais, como pelos meios de comunicação de massas e junto às entidades da sociedade civil.

Capítulo IV
Das Disposições Finais

Art. 22 – Os Cursos de Educação de Jovens e Adultos já autorizados e em funcionamento deverão adaptar-se às normas da presente Resolução até o ano 2003.

Art. 23 – Cabe à Secretaria de Estado da Educação de Alagoas a supervisão, o acompanhamento, a inspeção e a avaliação da Educação de Jovens e Adultos, devendo relatar oficialmente ao Conselho Estadual de Educação as ocorrências ao longo de sua realização.

Art. 24 – Os casos não previstos nesta resolução serão decididos pelo Conselho Estadual de Educação de Alagoas.

Art. 25 – Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação, após homologação pelo titular da Secretaria de Estado da Educação, revogando-se as disposições em contrário.
PLENÁRIO CÔNEGO TEOFANES AUGUSTO DE BARROS DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE ALAGOAS, em Maceió, aos 21 de maio de 2002.

PROF. DR. ELCIO DE GUSMÃO VERÇOSA
PRESIDENTE DO CEE/AL.

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