A formação de educadores de jovens e adultos é assumida
pelos Fóruns de EJA do Brasil como uma questão central na
garantia do direito à educação que não se concretiza na realidade de
mais de 70 milhões de brasileiros e brasileiras que, em 2025, ainda não
concluíram a educação básica.
Já no 1º ENEJA, realizado na cidade do Rio de Janeiro em
setembro de 1999, os fóruns identificavam o quão incipientes
eram os processos de formação de educadores de EJA, destacando
o "caráter voluntário", a "escassez de pesquisas e produção do
conhecimento que subsidiem tanto a formação do educador
quanto a sua prática docente" e a falta de concursos públicos para
a área, o que evidencia o não reconhecimento da Educação de
Jovens e Adultos como habilitação profissional. (I ENEJA, 1999).