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04 - Atividade de Campo

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(@tielneves)
Membro Admin
Entrou: 3 anos atrás
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Topic starter   [#19]

Após visionamento do 1° ESQUENTA do XIX ENEJA formule e compartilhe com a equipe do CMVlocal ou Portal, suas dúvidas e questionamentos sobre Educação de Jovens e Adultos(EJA) na forma integrada Educação Profissional e Tecnológica(EPT) com tecnociência solidária e autogestão e elabore com os colegas uma síntese e poste neste Tópico:

Vídeo: 1° ESQUENTA - https://forumeja.org.br/esquentas-xix-eneja-2026/


Este tópico foi modificado 2 meses atrás by Gestor Brasil

   
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(@anagabrielarsds)
New Member
Entrou: 2 meses atrás
Posts: 3
 

Reflexão sobre o vídeo "1° ESQUENTA do XIX ENEJA" feita pelos participantes do CMV Ceilândia.

O vídeo é uma explanação de como está a EJA no Brasil a partir da Resolução CNE/CEB nº 3, de 8 de abril de 2025, e que algumas formas de modalidade de ensino são questionáveis pelos usuários.

A questão da praticidade da EJA, pois lugares próximos das casas dos estudantes muitas vezes são fechadas por causa do governo, ou pela mudança dele. O que dificulta o acesso desses usuários, que compõem o grande número de pessoas não alfabetizadas, justamente por essa falta de acesso.

A questão da existência da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) que tem disponibilizado políticas e estratégias para a continuação da EJA à comunidade que luta contra a sua extinção.



   
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(@adm-planaltina)
Membro Admin Registered
Entrou: 4 anos atrás
Posts: 11
 

Reflexões e questionamentos a partir do 1º Esquenta do XIX ENEJA

O diálogo entre Rita Gonçalves, Maria Margarida Machado e Mariana Rosa nos convida a refletir sobre a trajetória histórica da Educação de Jovens e Adultos (EJA), suas conquistas e os desafios para a efetivação do direito à educação. Uma das reflexões que mais chamam a atenção é a compreensão de que a legislação resulta de lutas e disputas sociais. Nesse sentido, a Resolução CNE/CEB nº 3/2025 representa uma conquista dos movimentos em defesa da EJA, especialmente dos Fóruns de EJA do Brasil, mas sua aprovação não encerra os desafios para a garantia desse direito.

Entre os aspectos discutidos, destacam-se o resgate dos princípios históricos da EJA, o reconhecimento dos saberes construídos ao longo da vida, a diversidade dos estudantes, a inclusão das pessoas com deficiência, a visibilidade das pessoas idosas e a necessidade de assegurar condições reais de acesso e permanência. Também merece atenção a crítica à justificativa da baixa procura pela EJA, quando muitas vezes a população sequer tem conhecimento das vagas disponíveis. Isso nos leva a questionar a responsabilidade dos sistemas de ensino na identificação da demanda e na realização de chamadas públicas que alcancem efetivamente as comunidades.

Outro ponto que provoca reflexão é a retomada da presencialidade no Ensino Fundamental e a limitação da oferta a distância no Ensino Médio. Embora essas mudanças busquem fortalecer a identidade político-pedagógica da EJA, permanece o desafio de garantir que os estudantes trabalhadores tenham condições de frequentar a escola, considerando suas jornadas de trabalho, os deslocamentos e as responsabilidades familiares.

A defesa de uma escola pública popular, construída para a classe trabalhadora e com a classe trabalhadora, também nos faz pensar sobre a integração entre EJA e Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Como assegurar que essa integração não se limite à preparação para o mercado de trabalho, mas contribua para uma formação humana integral? De que maneira a tecnociência solidária e a autogestão podem favorecer práticas educativas que valorizem os conhecimentos dos trabalhadores, a participação coletiva e a transformação de suas condições de vida?

Diante dessas reflexões, compreendemos que o fortalecimento da EJA exige mais do que avanços normativos. É necessário transformar as conquistas legais em práticas educativas comprometidas com a diversidade, o diálogo e a participação dos estudantes. Nesse processo, os Fóruns de EJA e os espaços de preservação de suas memórias possuem um papel importante na continuidade das lutas pelo direito à educação pública, popular e socialmente referenciada.

Rafael Barcelos Santos, coordenador CMV-FUP



   
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